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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

(In)tolerância religiosa

Descrição para cegos: a imagem mostra a professora Deborah Cabral, no canto esquerdo da foto, olhando para a professora Suelma Moraes que está falando ao microfone, no lado direito da foto, e olhando para Deborah. Suelma está apoiando os braços em uma mesa de madeira. Ao fundo, uma parede de tijolos aparentes.

Por Chrisley Wellen


A palavra tolerância vem do latim “tolerare”, que significa suportar, aceitar. De acordo com o dicionário Aurélio, é o ato de indulgência ou condescendência perante algo que não se quer ou não se pode impedir. A indulgência está relacionada com a clemência, tolerância e o perdão; é o ato de absolver alguém de um castigo ou punição. Já a condescendência tem relação com a ação de concordar com algo, embora tenha vontade de recusá-lo.
        Dito isto, compreendemos a carga negativa que a palavra tolerância traz em sua essência. E porque se fala tanto em tolerância quando a palavra de ordem deveria ser respeito? Pense, a palavra respeito vem do latim “respectus” - que é um sentimento positivo - significa “olhar outra vez” e tem como sinônimos o apreço, a consideração e a deferência.
       

domingo, 10 de abril de 2016

Um Estado nem tão laico assim


Por Joana Rosa

A Assembleia Legislativa da Paraíba aprovou a leitura de textos bíblicos e orações antes do inicio de cada sessão parlamentar. Essa proposta foi da deputada Daniella Ribeiro (PP). Segundo ela, independente da religião, é necessário rezar pela situação em que o nosso país se encontra.
Após a notícia ser divulgada nas redes sociais, cidadãos começaram a questionar a laicidade do nosso estado, perguntando se aquilo ia contra o que estava na nossa Constituição.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

ONU expressa preocupação com islamofobia de candidato à presidência dos Estados Unidos


Por Igor Duarte

Em dezembro, o candidato republicado Donald Trump apresentou proposta que prevê a proibição da entrada de muçulmanos no país. Além do impedimento, Donald propõe que o governo norte-americano implemente medidas de vigilância nas comunidades islâmicas, inclusive nas mesquitas.
A Organização das Nações Unidas, que evita habitualmente comentar as palavras dos candidatos à presidência, ressaltou a preocupação do secretário-geral, Ban Ki-moon, perante "toda forma de xenofobia ou qualquer sentimento contra os migrantes ou grupos, com base em sua raça ou religião".

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Pastores querem tirar escultura de Iemanjá do Rio São Francisco


Por Igor Duarte

O Ministério Público Federal recebeu um pedido para retirada, do Rio São Francisco, em Petrolina, da escultura que representa Iemanjá. A solicitação é de um grupo de pastores evangélicos da cidade que consideram um desrespeito à separação de religião e estado, pois as águas do rio pertencem à União.
Um dos líderes do movimento, o pastor José Kenaidy, frisou que o assunto foi discutido internamente com pastores sobre a legalidade em relação ao Código Civil, do ponto de vista da laicidade e da questão religiosa, mas o grupo resolveu não entrar com ação. Contudo, ele deu prosseguimento junto com outro líder evangélico no MPF. O presidente da União dos Pastores de Petrolina, Clayton Antônio, já afirmou a rádios da cidade ser contrário à iniciativa.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

O que é Estado Laico?

Descrição para cegos: professor Jaldes Meneses durante entrevista
no estúdio de rádio.

Tem se discutido muito a respeito da influência de conceitos religiosos nas decisões tomadas pelos governos. A laicidade do Estado é garantida pela Constituição, mas nem sempre é o que vemos na prática. Em que se constituiria então um Estado laico? O professor e cientista político Jaldes Meneses conversou com a repórter Marayane Ribeiro sobre a relação entre religião e política para o programa Espaço Experimental, da Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB.
Confira a entrevista abaixo, em dois blocos (Amyrane Alves).

  BLOCO 1
    

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A política e os candidatos não laicos

Descrição para cegos: pessoa com os braços cruzados sobre o
peito e as mãos tocando os ombros.
          A laicidade é dever do Estado e assegura o direito do ser humano professar sua fé individual (ou não), podendo não só demonstrar sua religião (cristão, budista, espírita etc.) como também não fazer parte de nenhuma (ateu ou agnóstico).
          Em plena atividade política, ano de eleição para Presidência da República, deputados estaduais e federais, senadores e governadores de estado, a utilização de termos como “pastor (a)”, “padre”, “pai” ou “mãe” junto ao nome público de alguns candidatos já é algo costumeiro de se ver no horário eleitoral.
          A autoproclamação da afinidade religiosa através da escolha do nome público é uma atitude que rende complexos debates sobre ética, liberdade religiosa e laicidade do Estado. Um candidato ao ser escolhido – e principalmente o eleitor ao escolher esse candidato – como presidente, governador ou qualquer outro cargo, deve estar ciente de que não pode ter preconceito nem desrespeitar nenhuma categoria social ou opção de vida dentro dos preceitos da legalidade.
          O ser humano (independentemente do cargo a que esteja candidato) tem o direito de propagar sua religião. Em contrapartida, essa mesma garantia não deve sobrepor à inclusão de todos os grupos sociais. Para que políticas públicas sejam aplicadas e pensadas para incluir todos os cidadãos, não é necessário não ser religioso e sim saber respeitar o próximo. (Marayane Ribeiro)

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Política e Religião: uma mistura explosiva

As pombas presentes no monumento do giradouro do final da Av. Beira Rio
Créditos: Manoela Raulino

Durante as eleições de 2010 para governador da Paraíba a política virou palco de uma batalha religiosa entre os concorrentes mais fortes ao cargo naquele ano. Quem não se lembra das acusações feitas ao candidato Ricardo Coutinho (PSB) pela oposição que afirmava que o mesmo estava “oferecendo” a cidade ao diabo através de monumentos colocados em giradouros durante sua administração como prefeito?
Por causa disso a população pessoense colocou “apelidos carinhosos” nas esculturas espelhadas pela cidade. Todas são obras de artistas renomados como o paraibano Luiz de Farias Barroso, que produziu a escultura “Revoar”, presente no bairro do Bessa, que representa a vôo do pássaro em busca do infinito. Esse monumento, por exemplo, é pejorativamente chamado de “pomba-gira” e faz uma alusão negativa à entidade do candomblé.
Depois de toda a confusão entre os partidos a Câmara Municipal de João Pessoa pautou esse assunto e houve debate em uma sessão especial. Na época, foi discutido a liberdade de culto e o preconceito à diversidade religiosa, principalmente às religiões afro. Clique no link abaixo e veja a matéria sobre essa sessão na Câmara Municipal de João Pessoa. (por Manoela Raulino)