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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

"Macumbeiros e invocadores do demônio!"

Descrição para cegos: culto de Umbanda realizado em um pátio
por pessoas que dançam trajando vestes brancas.

Por Douglas de Oliveira

“Aquilo é uma manifestação da Pomba-Gira, está cheio de demônios! Também pudera, praticando magia negra, catimbó, macumba...”. Talvez não seja tão doloroso proclamar que o outro está repleto de forças malignas que agem através de sua fé. Escutar isso, no entanto, machuca profundamente. Compara-se a sentar no banco dos réus e sofrer, injustamente, a acusação de cometer um crime horrendo. A condenação vem logo após, repleta de forças do mal embasadas no preconceito de uma sociedade em que hierarquias se sobrepõem ao respeito.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Em um mundo plural, a maior religião é o respeito

    Por Ivone Beatriz

Antes de começar a explanar minha opinião, gostaria de deixar claro que sou católica praticante. Frequento assiduamente a missa e participo ativamente de muitos movimentos da minha igreja. Não me envergonho do que sou, e falo abertamente do meu respeito e amor pela religião que escolhi. Não sou considerada uma pessoa que discorda das coisas impostas pela religião e por tal motivo sou taxada de radical e conservadora.
Porém, me deparei com uma situação que me fez repensar. No último domingo (20) a estátua de Iemanjá, localizada na praia de Cabo Branco, foi alvo de vândalos pelo menos pela segunda vez nos últimos três anos. Desta vez, a cabeça foi decapitada, bem como os dedos da imagem. O caso repercutiu nas redes sociais, no entanto, com mais efervescência entre adeptos das religiões de matriz africana.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Pastores querem tirar escultura de Iemanjá do Rio São Francisco


Por Igor Duarte

O Ministério Público Federal recebeu um pedido para retirada, do Rio São Francisco, em Petrolina, da escultura que representa Iemanjá. A solicitação é de um grupo de pastores evangélicos da cidade que consideram um desrespeito à separação de religião e estado, pois as águas do rio pertencem à União.
Um dos líderes do movimento, o pastor José Kenaidy, frisou que o assunto foi discutido internamente com pastores sobre a legalidade em relação ao Código Civil, do ponto de vista da laicidade e da questão religiosa, mas o grupo resolveu não entrar com ação. Contudo, ele deu prosseguimento junto com outro líder evangélico no MPF. O presidente da União dos Pastores de Petrolina, Clayton Antônio, já afirmou a rádios da cidade ser contrário à iniciativa.