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quarta-feira, 17 de abril de 2019

Ensaio gestacional retrata amor dos pais pela maternidade e umbanda

Casal realiza ensaio gestacional e une a paixão pela geração de uma nova vida com suas relações com a umbanda.

Disponível em: Mike Will Fotografia
Descrição para cegos: A imagem destaca o casal abraçado. Portando vestes típicas da

umbanda, os dois apresentam semblante de alegria.

Por João Paulo Martins



       Expressar pertencimento é permitido a todas as representações religiosas, e com a  umbanda não seria diferente. O casal Natasha e Gabriel são praticantes da  umbanda e se sentem representados pelas ancestralidades que os acolhem. Com um bebê a caminho, os dois resolveram registrar esse momento da melhor forma possível.


       A preparação para receber uma criança já começa meses antes do nascimento, e quando pensamos em eternizar esses momentos de nossas vidas logo vem na cabeça o registro em imagens. Foi isso que o casal fez, com a chegada da gravidez do primogênito do casal, em conjunto com o fotógrafo, Mike Will, eles idealizaram um ensaio que representou suas identidades como pais e fiéis.


Resistência em forma de arte

       Expressar suas paixões através da arte em um ensaio fotográfico demonstra uma forma de resistência perante as represálias sofridas pelos praticantes das religiões de descendência africana no Brasil. De acordo com levantamento realizado pelo então Ministério dos Direitos Humanos, entre janeiro de 2015 e o primeiro semestre de 2017, o Brasil registrou uma denúncia de intolerância religiosa a cada 15 horas. O Disque 100, canal que reúne essas denúncias, recebeu quase 1.500 reclamações no período.


       Em meio a uma celebração de amor, entre batuques, movimentos de dança e simbolismos da umbanda, os pais compartilham de um momento de representatividade. Confira a seguir mais algumas imagens do ensaio:

Disponível em: Mike Will Fotografia
Descrição para cegos:

Pai toca batuque próximo à barriga da mãe gestante, enquanto ela 

acaricia a mesma observando alegre o momento.




Disponível em: Mike Will Fotografia
Descrição para cegos: 

Na imagem é retratado um momento de dança, o pai toca percussão 

enquanto observa a gestante dançando e movimentando longa saia.







Disponível em: Mike Will Fotografia
Descrição para cegos:
Em meio a um ambiente claro e repleto de imagens e símbolos, os 
dois juntos observam e acariciam a barriga da mãe.


Disponível em: Mike Will Fotografia
Descrição para cegos:  Natasha é fotografada de cima, sentada ao chão e com o olhar voltado para a câmera a imagem retrata as cores vivas da vestimenta e a alegria da gestante.

Disponível em: Mike Will Fotografia
Descrição para cegos:
Em pé em um ambiente verde cheio de vegetação, a mãe usa em sua 
cabeça um adê (paramento como uma coroa) com franjas de pérolas.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Reportagem relembra história de resistência do maior santuário de umbanda do Brasil

Descrição para cegos: A imagem é uma fotografia do pai de santo Ronaldo Linares, idealizador do santuário. Como uma das mãos apoiada no queixo, o senhor de cabelos brancos estampa na face leve sorriso e semblante de calmo.



        O Portal Vice visitou um dos maiores espaços dedicados à celebração e cultura da umbanda no Brasil. Localizado em São José dos Campos, o santuário comemora a resistência em manter suas portas abertas e relembra tempos difíceis.  A reportagem costura um pouca da história do pai de santo Ronaldo, sua religião e a alegria de seu povo. Além disso, contempla registros fotográficos que nos levam a conhecer mais sobre a cultura da umbanda, desmistificando aspectos sombrios a qual geralmente é associada. Clique aqui e confira a reportagem completa.


quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Ódio religioso em comunidade do Rio de Janeiro

Descrição para cegos: imagem obtida do vídeo mostra yalorixá, de costas, destruindo imagens de seu terreiro. O piso está coberto de pedaços das estatuetas.
Por Denis Teixeira

Há algumas semanas, foi divulgado no Facebook um vídeo em que se via uma yalorixá, sob a mira de uma arma, sendo obrigada a destruir o próprio templo e suas imagens sagradas de culto ao candomblé. O caso, ocorrido em uma comunidade de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, foi gravado e divulgado pelos próprios criminosos, autodenominados “traficantes gospel”.
        No vídeo, os traficantes, sete homens armados, ameaçam a yalorixá:Quebra tudo, quebra tudo! Apaga as velas, porque o sangue de Jesus tem poder! Arrebenta as guias todas! Todo o mal tem que ser desfeito, em nome de Jesus! [...]” - ordenam eles.

sábado, 20 de maio de 2017

Maio: mês dos Pretos Velhos

Descrição para cegos: imagem de um “Preto Velho”, um homem negro com chapéu e cachimbo. Vestido com uma camisa branca e um lenço amarelo no pescoço.

O blog Umbanda:Tradição; História e Sociologia homenageou aqueles que têm papel singular na religião Umbanda: os Pretos Velhos. No mês maio são rendidas homenagens a esses vovôs e vovós da Umbanda. Mais precisamente no dia 13 deste mês lhe são prestadas honras e reverência à relevância e influência deles na religião. O texto explica que os Pretos Velhos fazem parte dos pilares da tríade umbandista, ao lado dos Caboclos e dos Erês. Leia o texto completo aqui.(Manuel Machado)

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Encruzilhada Poética

Descrição para cegos: imagem mostra oratório com flores, velas ornando as imagens de Jesus, Nossa Senhora Aparecida, Padre Cícero e São José.

Por Marcelo Piancó


Em nome do pai, por que tens repugnância
A tudo aquilo que te parece mais oculto
Prefere sempre a mesma reza do insulto
Ao invés do mantra que repete a tolerância

Por que trocastes os teus dogmas da infância
Pela infame inquisição do ser adulto
Serás inculto celebrando o mesmo culto
Pelo sinal abençoado da arrogância

Por todas virgens que te esperam lá no céu
Pelo quipá que lembra tanto o solidéu
Anunciaremos o final dessa cruzada

Pois todo santo tem por dentro um orixá
E por Tupã, por Deus, por Buda e por Alá
Deixe o rancor descansar em cruz ilhada

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

"Macumbeiros e invocadores do demônio!"

Descrição para cegos: culto de Umbanda realizado em um pátio
por pessoas que dançam trajando vestes brancas.

Por Douglas de Oliveira

“Aquilo é uma manifestação da Pomba-Gira, está cheio de demônios! Também pudera, praticando magia negra, catimbó, macumba...”. Talvez não seja tão doloroso proclamar que o outro está repleto de forças malignas que agem através de sua fé. Escutar isso, no entanto, machuca profundamente. Compara-se a sentar no banco dos réus e sofrer, injustamente, a acusação de cometer um crime horrendo. A condenação vem logo após, repleta de forças do mal embasadas no preconceito de uma sociedade em que hierarquias se sobrepõem ao respeito.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Heranças religiosas dos indígenas

Descrição para cegos: cinco velas dispostas juntas e sem ordem
no chão de terra. Galhos de uma planta com folhas verdes
próximos às velas. Mulher vestida com touca e roupas brancas,
abaixada no chão, segurando um objeto em formato de cano fino
que interage com as velas.
A mistura étnica acompanha intrinsecamente toda a formação cultural e social das nações. O sincretismo religioso, marcado pela incorporação de práticas e filosofias entre duas ou mais “instituições de fé”, representa essa mistura. A Umbanda, produto do Espiritismo, Catolicismo e Candomblé, também carrega consigo algumas raízes dos indígenas. O Catimbó compartilha com os umbandistas alguns elementos de seus cultos. Neste texto, você entenderá a relação entre essas duas religiões. (Douglas de Oliveira)

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Terreiros alemães


Descrição para cegos: foto mostra duas mães de santo em um ritual de Umbanda,
dançando, Elas vestem luxuosas roupas em branco e dourado, além de adornos nos
 braços e cabeças nessas mesmas cores.
Por Elisa Damante

Gabriele Hilgers é uma terapeuta alemã que firmou laços com o Brasil a partir da paixão por uma religião local: a umbanda. No terreiro, Gabriele se encontrou. E a vontade de fazer com que outros também se encontrassem, induziu-a a levar a religião para sua terra natal. A terapeuta é considerada a primeira mãe no santo alemã, coroada por um pai no santo brasileiro no ano de 2006. Logo depois, inaugurou o primeiro terreiro de umbanda na Alemanha.
A umbanda é uma religião brasileira. Nascida por influência dos negros africanos durante o período escravocrata, já completa 107 anos. Trabalha a espiritualidade, buscando se inspirar em antigos espíritos e orixás.

quinta-feira, 24 de março de 2016

Em um mundo plural, a maior religião é o respeito

    Por Ivone Beatriz

Antes de começar a explanar minha opinião, gostaria de deixar claro que sou católica praticante. Frequento assiduamente a missa e participo ativamente de muitos movimentos da minha igreja. Não me envergonho do que sou, e falo abertamente do meu respeito e amor pela religião que escolhi. Não sou considerada uma pessoa que discorda das coisas impostas pela religião e por tal motivo sou taxada de radical e conservadora.
Porém, me deparei com uma situação que me fez repensar. No último domingo (20) a estátua de Iemanjá, localizada na praia de Cabo Branco, foi alvo de vândalos pelo menos pela segunda vez nos últimos três anos. Desta vez, a cabeça foi decapitada, bem como os dedos da imagem. O caso repercutiu nas redes sociais, no entanto, com mais efervescência entre adeptos das religiões de matriz africana.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Diferenças entre Umbanda, Candomblé e Macumba

Foto: Secretaria de Cultura do Estado da Bahia
Por Vítor Nery
É comum, no imaginário popular brasileiro, que Candomblé e Umbanda sejam classificados como uma só coisa (ou “macumba”, como os mais desinformados costumam observar). Porém, elas diferem bastante, tendo em comum apenas a adoção de elementos da cultura afro-brasileira.
No Candomblé, os Orixás são considerados deuses antepassados, como os heróis gregos que, mitificados, alcançaram a condição de divindades. Na Umbanda, eles são vistos como meros espíritos ancestrais, que baixam no culto a fim de atuar no mundo dos vivos.
Quanto aos despachos, que muitos associam a “macumba”, nem sempre são indícios de magia negra. Eles geralmente são oferendas para o orixá Exu, pedindo proteção. São colocados em encruzilhadas porque esses locais representam a passagem entre dois mundos.
Os despachos de magia negra existem, mas deve-se esclarecer que nenhuma das duas religiões incentiva essa prática. Cabe atribuí-los aos indivíduos que fazem uso deles e não ao credo que professa. É o que acontece com o mau uso de qualquer doutrina religiosa.
Macumba é um dos instrumentos tocados nos cultos, assim como os atabaques, xequerês e o agogô. Hoje ele é pouco utilizado, mas sua aparência assemelha-se à de um reco-reco.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Clara Nunes e a diversidade religiosa na música

Resultado de imagem para clara nunes diversidade religiosa
Descrição para cegos: Clara Nunes
trajando um vestido branco e abraçando
uma mulher negra que veste uma roupa
parecida com a sua.


Por Igor Duarte

Uma das cantoras mais conhecidas da música popular brasileira foi também uma das que mais se posicionou com relação às suas crenças. Clara Nunes, intérprete de músicas que fizeram sucesso como “Canto das Três Raças”, “O Mar Serenou”, “Tristeza Pé no Chão”, era convertida à umbanda, mas tinha relações estreitas com o candomblé e espiritismo.

quinta-feira, 5 de março de 2015

O discurso midiático contra as religiões afro-brasileiras

Descrição para cegos: pessoas do Candomblé
trajando as roupas típicas da religião, em torno da
escultura de Iemanjá e de buquês de flores.
Por Luis Carlos Cunha

     Não é de hoje que as religiões afro-brasileiras sofrem um forte estigma na nossa sociedade. Por terem chegado ao Brasil através dos negros escravizados, tais cultos passaram a ser vistos como feitiçaria ou magia negra, cujo o objetivo era fazer mal às pessoas. Mesmo após a garantia do livre exercício de culto, protegida desde a Constituição de 1891, os episódios de intolerância religiosa se repetem até hoje.

domingo, 10 de agosto de 2014

Ensaio fotográfico retrata orixás



James C. Lewis é um fotógrafo norte-americano, negro, que resolveu usar o seu trabalho como ferramenta de combate ao racismo, evidenciando a beleza afro e engajando-se em campanhas contra o preconceito. A coleção Yoruba African Orishas retrata como James imagina 20 dos 400 orixás, tentando buscar a verdadeira origem da fé nestas divindades. O fotógrafo grafou o nome dos orixás no dialeto original da época de suas concepções.

Os orixás são ancestrais divinos da fé yorubá (no Brasil Candomblé e Umbanda) que se manifestam nos elementos do cosmos, nos seres vivos, nos fenômenos naturais, elementos da natureza e sentimentos humanos. No entanto, como não há muita literatura sobre o tema, a imagem dessas divindades vive no imaginário popular. Seguem as fotos e explicações sobre os orixás mais conhecidos no Brasil. (Érica Rodrigues)


Iemanjá: É tida como a deusa-mãe da humanidade e identificada como “rainha do mar”, sendo um dos orixás mais conhecidos no Brasil.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Dep. Jean Wyllys comenta decisão de juiz carioca que "desconhece" religiões afro-brasileiras

Jean Wyllys (Foto: Divulgação/Site JeanWyllys.com.br)
Conhecido por um mandato em defesa das minorias marginalizadas no país, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) usou seu espaço na revista Carta Capital para comentar a decisão do juiz Eugenio Rosa de Araújo, da 17ª Vara Federal do Rio, que argumentou que “manifestações religiosas afro-brasileiros não se constituem religião”. A decisão diz ainda que essas práticas não contêm traços necessários de uma religião. O parlamentar criticou a posição do juiz e ainda cobrou a laicidade e respeito da justiça carioca em relação às religiões. Confira abaixo o texto:






Até na Justiça, candomblé é alvo de intolerância

“A intolerância religiosa e os preconceitos em relações ao candomblé e à umbanda sempre infiltraram os poderes da República e as instituições do Estado que se pretende laico. E talvez pelo fato de essa infiltração ter sido sempre negligenciada, apesar dos seus efeitos nocivos, ela tenha feito desabar um cômodo do Judiciário: a Justiça Federal do Rio de Janeiro definiu que umbanda e candomblé "não são religiões". Tal definição - que mais se parece com uma confissão pública de ignorância - se deu em resposta a uma decisão em primeira instância do  Ministério Público Federal que solicitou a retirada, do Youtube, de vídeos de cultos evangélicos neopentecostais que promovem a discriminação e intolerância contra as religiões de matriz africana e seus adeptos, já que o Código Penal, em seu artigo 208, estabelece como conduta criminosa, “escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

A religião dos outros

Foto: Reprodução/YouTube
Existe um antigo ditado que diz: ‘Política, futebol e religião não se discute’. A afirmação é questionada por algumas pessoas, mas o objetivo deste post não é analisar a veracidade da máxima popular. A questão aqui é outra. Comumente escutamos piadas relacionadas a esses temas e, especificamente no campo das religiões, tema central deste blog, as brincadeiras costumam ser bastante criticadas. O problema é que desaprovamos apenas as piadas que tocam as nossas crenças. O texto a seguir, escrito pelo ator Gregório Duvivier e publicado na Folha de S. Paulo, aborda bem essa questão. Vale a leitura e a reflexão!(Amanda Gabriel)

A religião dos outros

Sério, gente, vocês têm que parar de rir da religião dos outros. A fé das pessoas é uma coisa sagrada. Não, macumba é diferente. Vocês têm que fazer um vídeo sobre macumba.

Macumba não é religião, macumba é magia negra. Macumba, umbanda, candomblé, vudu, tudo a mesma coisa de preto velho. Misifi põe uma galinha preta na encruzilhada que eu trago a pessoa amada em três dias.