Mostrando postagens com marcador cultura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cultura. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Divagações de um cristão nato e naturalizado

Descrição para cegos: ampulheta apoiada em uma prateleira
horizontal e circundada, em sua base, por um terço.
Por Douglas de Oliveira

Tive um sonho estranho na última noite. Eu caminhava, junto com milhares de pessoas, em um local pouco familiar. Todos usavam roupas parecidas com aquelas típicas da época em que Cristo, encarnado como homem, pregava seu Evangelho. Imaginei que projetava inconscientemente aquele cenário tão significativo para nós, cristãos. Surgiu a rápida impressão de que seria o momento da crucificação.
Havia tanta gente. Eu mal enxergava além da multidão. De repente, todos começaram a se ajoelhar. E, então, já estavam inclinados, com a cabeça baixa como em reverência a reis, apontados para uma só direção. Falavam em uma língua incompreensível. Percebi que não eram judeus ou cristãos, mas sim muçulmanos em uma era atualíssima. Cumpriam seu ritual rotineiro, curvados na direção de Meca. Fiquei atordoado e também me ajoelhei, como se intimidado. Passei a imitá-los automaticamente, embora não entendesse o sentido de cada gesto do culto.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Cultura e fé na secular "cidade das Neves"

Descrição para cegos: imagem aérea do Centro Histórico de João Pessoa, 
com Igreja de Nossa Senhora das Neves em evidência com relação às 
construções próximas e rio Sanhauá ao fundo, percorrendo seu curso 
e margeado de vegetação verdejante.

Por Douglas de Oliveira


Somos seres humanos, talvez criações divinas ou animais pensantes, mas, sobretudo, quando condicionados, somos seres sociais, um conjunto de rodas de engrenagem que só funciona em interdependência. Em convivência diária com nossos semelhantes, encontramos modos de sobrevivência característicos, construímos nós mesmos e buscamos um sentido para a existência. Eis aí a cultura! A partir dela, propaga-se a fé e suas diferentes orientações. 
Nossa Senhora das Neves constitui-se como símbolo da fé católica que imperou no Brasil Colonial. Com ela, nasceu nossa cidade. E hoje, 431 anos depois, passeia junto com os pessoenses em meio a rituais de devoção a ela dedicados principalmente neste dia.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Fundação Palmares combate intolerância religiosa


Por Joana Rosa

A Fundação Cultural Palmares (FCP) tem trabalhado contra todas as formas de intolerância descritas em nossa Constituição, a qual nos reconhece como uma população culturalmente diversificada. 
Entre as diferenças que nos unem, podemos encontrar as que estão vinculadas à religiosidade. O Brasil é um país que abriga praticantes de diferentes religiões, e sua constituição garante que a população não sofra nenhum tipo de discriminação. Mas, infelizmente, a intolerância existe, e a vemos se espalhar por todo país.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Clara Nunes e a diversidade religiosa na música

Resultado de imagem para clara nunes diversidade religiosa
Descrição para cegos: Clara Nunes
trajando um vestido branco e abraçando
uma mulher negra que veste uma roupa
parecida com a sua.


Por Igor Duarte

Uma das cantoras mais conhecidas da música popular brasileira foi também uma das que mais se posicionou com relação às suas crenças. Clara Nunes, intérprete de músicas que fizeram sucesso como “Canto das Três Raças”, “O Mar Serenou”, “Tristeza Pé no Chão”, era convertida à umbanda, mas tinha relações estreitas com o candomblé e espiritismo.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Religiosidade em Ó pai ó

Créditos: divulgação

O filme de 2007, dirigido por Monique Gardenberg e ambientado na Bahia, gira em torno do prédio onde funciona o cortiço da Dona Joana (Luciana Souza). O estabelecimento, de um modo geral, representa resumidamente as diferentes culturais existentes na Bahia, principalmente a religiosa. Os cultos africanos, através dos personagens da mãe Raimunda (Cássia Vale) e da baiana (Rejane Maia), o protestantismo, com a própria dona Joana e o catolicismo com o Sr. Jerônimo (Stênio Gracia), dono da loja de antiguidades religiosas, são exemplos trazidos pelo filme dessa diversidade.
Apesar da cultura apresentada através da música, das imagens da cidade de Salvador e também do próprio carnaval, símbolo da região, Ó pai ó é uma película que se apega diretamente aos estereótipos religiosos.