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terça-feira, 28 de março de 2017

Islamismo não é terrorismo

Descrição para cegos: casal muçulmano jovem rindo e posando para foto. À direita está a moça vestida com véu e mangas longas que permitem ver apenas o rosto e as mãos; à esquerda, o rapaz com camisa estampada de mangas curtas e um chapéu cilíndrico típico de alguns povos do Oriente Médio.
Por Manuel Machado

Desde o atentado às Torres Gêmeas, em 2001, a religião islâmica tem sido alvo de olhares de preconceito e intolerância em todo o mundo. Os ataques terroristas promovidos por grupos extremistas determinaram e moldaram um imaginário negativo e preconceituoso acerca dos muçulmanos. Muitos pensam que “ser muçulmano” é sinônimo de “ser terrorista”. Porém, é importante e também necessário entendermos que o Islamismo não prega a violência e que aqueles que praticam tais atos desumanos são minoria e não representam a ideologia da religião.

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Divagações de um cristão nato e naturalizado

Descrição para cegos: ampulheta apoiada em uma prateleira
horizontal e circundada, em sua base, por um terço.
Por Douglas de Oliveira

Tive um sonho estranho na última noite. Eu caminhava, junto com milhares de pessoas, em um local pouco familiar. Todos usavam roupas parecidas com aquelas típicas da época em que Cristo, encarnado como homem, pregava seu Evangelho. Imaginei que projetava inconscientemente aquele cenário tão significativo para nós, cristãos. Surgiu a rápida impressão de que seria o momento da crucificação.
Havia tanta gente. Eu mal enxergava além da multidão. De repente, todos começaram a se ajoelhar. E, então, já estavam inclinados, com a cabeça baixa como em reverência a reis, apontados para uma só direção. Falavam em uma língua incompreensível. Percebi que não eram judeus ou cristãos, mas sim muçulmanos em uma era atualíssima. Cumpriam seu ritual rotineiro, curvados na direção de Meca. Fiquei atordoado e também me ajoelhei, como se intimidado. Passei a imitá-los automaticamente, embora não entendesse o sentido de cada gesto do culto.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

O caminho de trás



Por Elisa Damante


Miamar é um pequeno país localizado no sul do continente asiático, onde 89% da população é adepta do budismo, uma religião conhecida por sua pacificidade. O país, no entanto, vive um momento delicado em sua história. Está se levantando uma frente budista radical antimulçulmana conhecida por Movimento 969. Notícias apontam que, no ano de 2013, aproximadamente 200 pessoas foram assassinadas pela frente radical, além de casas e mesquitas queimadas.
Sidarta Gautama, o Buda, se afastou dos caminhos do hinduísmo para buscar a origem do sofrimento. Seu objetivo sempre foi descobrir uma via que levasse à felicidade. Para o fundador do budismo, é impossível ser feliz tendo consciência da infelicidade do próximo. Como aceitar então, as práticas incoerentes dos radicais do Movimento 969?

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

ONU expressa preocupação com islamofobia de candidato à presidência dos Estados Unidos


Por Igor Duarte

Em dezembro, o candidato republicado Donald Trump apresentou proposta que prevê a proibição da entrada de muçulmanos no país. Além do impedimento, Donald propõe que o governo norte-americano implemente medidas de vigilância nas comunidades islâmicas, inclusive nas mesquitas.
A Organização das Nações Unidas, que evita habitualmente comentar as palavras dos candidatos à presidência, ressaltou a preocupação do secretário-geral, Ban Ki-moon, perante "toda forma de xenofobia ou qualquer sentimento contra os migrantes ou grupos, com base em sua raça ou religião".

sábado, 28 de fevereiro de 2015

A montanha que Maomé tem de enfrentar

Descrição para cegos: muçulmanos caminhando em praça, à
luz do dia, com seus trajes característicos. Pôster de Ricardo
Coutinho no canto esquerdo da praça.
Por Luís Carlos Cunha

        Conhecidos pelos seus típicos costumes culturais e religiosos, os muçulmanos formam um importante grupo religioso que vem crescendo em todo o mundo. Como não poderia ser diferente, eles estão presentes no Brasil há muito tempo. Entretanto, apesar da presença histórica dos seguidores de Maomé no nosso país, o terrorismo e a violência praticados por fanáticos religiosos desencadeiam manifestações de preconceito que eles precisam enfrentar.