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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Peça teatral retrata a busca pela identidade religiosa

Descrição para cegos: foto da atriz Dhyan Urshita em um momento da peça. Captada bem de perto, mostra ela de olhos fechados com uma garrafa com o gargalo virado para baixo, próxima do rosto, tendo a mão direita sobre a base do recipiente. 
Marcelo Piancó
O texto é uma concepção da atriz Dhyan Urshita baseado em pesquisas e vivências em diferentes cultos religiosos. A obra, no formato de monólogo, narra a história da negrinha Josefa procurando sua identidade em diversos rituais religiosos. A Cruz da Negrinha é baseada em trechos do livro Banguê, de José Lins do Rego, na poesia do simbolista Emiliano Perneta e em rezas de heranças ancestrais. Com o monólogo Dhyan busca dissolver os preconceitos da intolerância religiosa. Ouça, no player abaixo, a reportagem que eu fiz para o programa Expaço Experimental que vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110 KHz).

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Diferenças entre Umbanda, Candomblé e Macumba

Foto: Secretaria de Cultura do Estado da Bahia
Por Vítor Nery
É comum, no imaginário popular brasileiro, que Candomblé e Umbanda sejam classificados como uma só coisa (ou “macumba”, como os mais desinformados costumam observar). Porém, elas diferem bastante, tendo em comum apenas a adoção de elementos da cultura afro-brasileira.
No Candomblé, os Orixás são considerados deuses antepassados, como os heróis gregos que, mitificados, alcançaram a condição de divindades. Na Umbanda, eles são vistos como meros espíritos ancestrais, que baixam no culto a fim de atuar no mundo dos vivos.
Quanto aos despachos, que muitos associam a “macumba”, nem sempre são indícios de magia negra. Eles geralmente são oferendas para o orixá Exu, pedindo proteção. São colocados em encruzilhadas porque esses locais representam a passagem entre dois mundos.
Os despachos de magia negra existem, mas deve-se esclarecer que nenhuma das duas religiões incentiva essa prática. Cabe atribuí-los aos indivíduos que fazem uso deles e não ao credo que professa. É o que acontece com o mau uso de qualquer doutrina religiosa.
Macumba é um dos instrumentos tocados nos cultos, assim como os atabaques, xequerês e o agogô. Hoje ele é pouco utilizado, mas sua aparência assemelha-se à de um reco-reco.