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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Uma simples questão: O que é Deus?

Descrição para cegos: cartaz do filme. Nele, um conjunto de fotos de pessoas de diversas partes do mundo forma uma interrogação. O ponto de baixo da interrogação é substituído pelo globo terrestre.

Élida Almeida

Oh My God (Meu Deus, título em português), é um documentário lançado em 2009 pelo cineasta australiano Peter Rodger. Ele percorreu diversas parte do mundo para perguntar a pessoas das mais diferentes culturas, idades e religiões (ou não) “O que é Deus? ”.
O documentário tem 98 minutos e é espantoso como Peter conseguiu apresentar uma variação de religiões, rituais e questões tabu em um curto espaço de tempo. O sacrifício de animais em cultos religiosos, a questão do território da cidade de Jerusalém, a intolerância religiosa para com outras religiões, a violência e o preconceito como consequência, as tragédias da vida, como doença e desastres naturais e mesmo a dúvida sobre a existência de Deus são aspectos abordados nesse documentário.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Diferenças entre Umbanda, Candomblé e Macumba

Foto: Secretaria de Cultura do Estado da Bahia
Por Vítor Nery
É comum, no imaginário popular brasileiro, que Candomblé e Umbanda sejam classificados como uma só coisa (ou “macumba”, como os mais desinformados costumam observar). Porém, elas diferem bastante, tendo em comum apenas a adoção de elementos da cultura afro-brasileira.
No Candomblé, os Orixás são considerados deuses antepassados, como os heróis gregos que, mitificados, alcançaram a condição de divindades. Na Umbanda, eles são vistos como meros espíritos ancestrais, que baixam no culto a fim de atuar no mundo dos vivos.
Quanto aos despachos, que muitos associam a “macumba”, nem sempre são indícios de magia negra. Eles geralmente são oferendas para o orixá Exu, pedindo proteção. São colocados em encruzilhadas porque esses locais representam a passagem entre dois mundos.
Os despachos de magia negra existem, mas deve-se esclarecer que nenhuma das duas religiões incentiva essa prática. Cabe atribuí-los aos indivíduos que fazem uso deles e não ao credo que professa. É o que acontece com o mau uso de qualquer doutrina religiosa.
Macumba é um dos instrumentos tocados nos cultos, assim como os atabaques, xequerês e o agogô. Hoje ele é pouco utilizado, mas sua aparência assemelha-se à de um reco-reco.

domingo, 13 de dezembro de 2015

III Colóquio sobre Diversidade Religiosa – com o professor Romero Venâncio


O professor da Universidade Federal de Sergipe Romero Venâncio foi o convidado da turma de Jornalismo e Cidadania, do curso de Jornalismo da Universidade Federal da Paraíba, para o III Colóquio de Diversidade Religiosa. O encontro ocorreu no dia 10 de dezembro de 2015, e nele foram discutidos temas como diálogo interreligioso, liberdade de culto, preconceito com religiões afrobrasileiras e a religião na mídia nacional. A organização do colóquio foi de Amyrane Alves, Daniela Paixão, Igor Duarte e Vitor Nery.

Confira o colóquio na íntegra: 

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Aninha e a morada de Deus

Descrição para cegos: mãos
de criança unidas em posição
orante segurando um crucifixo.

            Eu percebi há algum tempo que minha mulher andava triste pela casa. Lamentava sozinha nos cantos, dormia mais cedo que o habitual. Até os sorrisos dela eram tristes. Imaginei se tinha sido algo que fiz, mas não lembro de ter feito nada errado.
         Certo dia decidi perguntar o motivo de toda aquela tristeza. Mesmo porque ela sempre foi forte e fervorosa. Nunca deixava nada lhe abalar, porque tinha Deus do seu lado. Toda vez que se entristecia com algo, buscava em silêncio o conforto divino. Mas desta vez era diferente, porque nem isso estava ajudando. “É a Aninha, amor”, disse ela, “nos últimos dias ela tem visitado cultos afro. Nossa família sempre foi fortemente católica, não entendo o porquê de ela fazer isso agora.”
         Ouvindo isso, até me assustei. Realmente, nossa família sempre foi adepta do catolicismo. E agora Aninha me vem com essa? Perguntei se ela sentia vontade de abandonar nossas tradições religiosas e assumir sua nova religião. Fiquei aliviado quando ela disse que fora convidada por um amigo e ficou curiosa, porque só conhecia uma religião. Assistiu a alguns cultos e se encantou com o uso do corpo, na dança, de se comunicar com os deuses.
         Aninha aprendeu que seu corpo é também uma morada de Deus, e com isso Ele estaria sempre com a garota e que nem sempre é preciso ir até a igreja para se encontrar com Deus. Às vezes só basta deixar um espaço reservado para Ele no coração. (Kilder Cavalcante)

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Culto africano: o Candomblé

Créditos: Arquivo Pessoal/Indra Lumiar
O candomblé (significa: “casa da dança com atabaques”) é uma religião derivada do animismo e de origem africana. Nela são cultuados os Orixás, ancestrais divinizados africanos que correspondem a pontos de força da natureza e os seus arquétipos estão relacionados às manifestações dessas forças. No Brasil é o culto africano mais popular e possui, aproximadamente, dois milhões de seguidores no mundo inteiro.
Na sua origem, esses cultos, em cada nacionalidade do continente africano, adoravam a um único guia, ou orixá. Em terras brasileiras, com a chegada dos escravos e a miscigenação de povos, essas culturas foram unidas e misturadas, resultando em crenças politeístas. Apesar da diversidade religiosa presente no Brasil e também da cultura negra já enraizada praticamente desde a fundação do país, os cultos africanos ainda são alvo de preconceito. Algumas dessas manifestações são fruto de pura falta de conhecimento sobre o tema.
Entrevistada por mim, Indra Lumiar, design de moda de 24 anos, atuante da casa de Candomblé de nação Jeje Egbá, situada na cidade do Recife, em Pernambuco, conta experiências pessoais e esclarece algumas curiosidades sobre essa religião. Confira abaixo! (Manoela Raulino)