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terça-feira, 15 de março de 2016

Jogo produzido por ONG tem o candomblé como temática central


O jogo Contos de Ifá é produzido por jovens, através de oficinas oferecidas pela ONG Centro Cultural Coco de Umbigada, de Olinda. Baseado em uma coletânea de poemas homônima, cada fase conta a história de um santo do candomblé. O jogo ainda está em desenvolvimento e, quando concluído, conterá 256 fases, a quantidade dos poemas de Ifá. Inicialmente planejado para ser utilizado em escolas públicas, o jogo já superou as expectativas dos criadores e alcançou um número de jogadores maior do que o esperado. Anderson Costa entrevistou Ricardo Ruiz, da ONG idealizadora do projeto, para o programa Espaço Experimental, que vai ao ar todos os sábados, ás 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110 kHz) - João Pessoa – PB.
Ouça a entrevista abaixo (Ivone Beatriz).

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Diferenças entre Umbanda, Candomblé e Macumba

Foto: Secretaria de Cultura do Estado da Bahia
Por Vítor Nery
É comum, no imaginário popular brasileiro, que Candomblé e Umbanda sejam classificados como uma só coisa (ou “macumba”, como os mais desinformados costumam observar). Porém, elas diferem bastante, tendo em comum apenas a adoção de elementos da cultura afro-brasileira.
No Candomblé, os Orixás são considerados deuses antepassados, como os heróis gregos que, mitificados, alcançaram a condição de divindades. Na Umbanda, eles são vistos como meros espíritos ancestrais, que baixam no culto a fim de atuar no mundo dos vivos.
Quanto aos despachos, que muitos associam a “macumba”, nem sempre são indícios de magia negra. Eles geralmente são oferendas para o orixá Exu, pedindo proteção. São colocados em encruzilhadas porque esses locais representam a passagem entre dois mundos.
Os despachos de magia negra existem, mas deve-se esclarecer que nenhuma das duas religiões incentiva essa prática. Cabe atribuí-los aos indivíduos que fazem uso deles e não ao credo que professa. É o que acontece com o mau uso de qualquer doutrina religiosa.
Macumba é um dos instrumentos tocados nos cultos, assim como os atabaques, xequerês e o agogô. Hoje ele é pouco utilizado, mas sua aparência assemelha-se à de um reco-reco.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Jornada de Artes Cênicas discutiu influência das religiões afro-brasileiras

A pesquisa apresentada no evento discute como o candomblé pode ser ressignificado no teatro e na dança. O trabalho foi apresentado por Daniela Beny, mestranda do Artes Cênicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Para sua pesquisa, Daniela considerou que cada orixá tem o próprio repertório de dança correspondente às lendas contadas sobre eles. A ação cênica incorpora esses movimentos, os definindo em uma nova interpretação. A sexta edição da Jornada de Pesquisa em Artes Cênicas foi promovida pelo Departamento de Artes Cênicas do Centro de Comunicação, Turismo e Artes da Universidade Federal da Paraíba. Eu entrevistei Daniela Beny, responsável pela pesquisa. Confira a entrevista abaixo. (Igor Duarte)



segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Culto africano: o Candomblé

Créditos: Arquivo Pessoal/Indra Lumiar
O candomblé (significa: “casa da dança com atabaques”) é uma religião derivada do animismo e de origem africana. Nela são cultuados os Orixás, ancestrais divinizados africanos que correspondem a pontos de força da natureza e os seus arquétipos estão relacionados às manifestações dessas forças. No Brasil é o culto africano mais popular e possui, aproximadamente, dois milhões de seguidores no mundo inteiro.
Na sua origem, esses cultos, em cada nacionalidade do continente africano, adoravam a um único guia, ou orixá. Em terras brasileiras, com a chegada dos escravos e a miscigenação de povos, essas culturas foram unidas e misturadas, resultando em crenças politeístas. Apesar da diversidade religiosa presente no Brasil e também da cultura negra já enraizada praticamente desde a fundação do país, os cultos africanos ainda são alvo de preconceito. Algumas dessas manifestações são fruto de pura falta de conhecimento sobre o tema.
Entrevistada por mim, Indra Lumiar, design de moda de 24 anos, atuante da casa de Candomblé de nação Jeje Egbá, situada na cidade do Recife, em Pernambuco, conta experiências pessoais e esclarece algumas curiosidades sobre essa religião. Confira abaixo! (Manoela Raulino)