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sábado, 10 de dezembro de 2016

O combate à intolerância religiosa no Brasil

Descrição para cegos: a imagem mostra um caderno com a frase "Intolerância Religiosa" escrita de forma vertical na folha e uma caneta em cima do caderno na mesma direção da frase. Ao lado, há uma xícara de café. 

Por Chrisley Wellen

O número de casos relacionados à intolerância religiosa aumenta a cada ano. Por isso, os poderes legislativo, judiciário e executivo vêm desenvolvendo formas de combater essa prática no Brasil.
É importante salientar, para quem não sabe, que intolerância religiosa é crime. O Artigo 208 do Código Penal Brasileiro afirma que, “Escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa; impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso; vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso” é configurado crime, cuja pena é detenção de um mês a um ano, ou multa. E o parágrafo único diz “Se há emprego de violência, a pena é aumentada de um terço, sem prejuízo da correspondente à violência”.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

O Enem e a intolerância religiosa

Descrição para cegos: a imagem mostra o logotipo do Enem no canto esquerdo da foto. No canto direito da foto está escrito a abreviatura "enem". Logo abaixo está escrita a frase "Exame Nacional do Ensino Médio". E no canto inferior direito da foto está escrito "2016". 

Por Chrisley Wellen

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) teve como tema da redação deste ano “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”.
Esse tema dividiu opiniões. Foi visto com bons olhos por quem é contra a intolerância e não agradou a quem pratica. A importância de discutir o assunto rendeu elogios ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão responsável pela elaboração das provas do Enem.
O fato de o Enem proporcionar a discussão sobre o assunto é extremamente importante para provocar a reflexão nos praticantes de diferentes religiões, a fim de eles perceberem que podem conviver pacificamente. A contribuição do Mec e do Inep ao propor temas com tamanha relevância para nossa sociedade é significativa.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Espiritualidades e Saúde

Descrição para cegos: a imagem mostra, em primeiro plano, duas mulheres assistindo ao fórum. Em segundo plano, sentados atrás de uma mesa de madeira, estão os reprresentantes das tradições religiosas que participaram do evento. 

Por Chrisley Wellen

A Universidade Federal da Paraíba sediou um evento no dia 25 de outubro a respeito da relação entre Espiritualidades e Saúde. O objetivo foi discutir as espiritualidades e a relação dessas tradições religiosas com o bem-estar e a saúde. O evento reuniu representantes das tradições Jurema Sagrada, Hatha Yoga, Espiritismo Kardecista, Xamanismo e Cristianismo.
O I Fórum Acadêmico Tradições e Práticas Acadêmicas em Espiritualidade e Saúde foi organizado pelo grupo de pesquisa Nous – Espiritualidade e Saúde e pelos alunos da disciplina Espiritualidade e Saúde do curso de Ciências das Religiões. O mediador foi o professor Thiago Antônio Avellar de Aquino, doutor em Psicologia Social pela UFPB.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

(In)tolerância religiosa

Descrição para cegos: a imagem mostra a professora Deborah Cabral, no canto esquerdo da foto, olhando para a professora Suelma Moraes que está falando ao microfone, no lado direito da foto, e olhando para Deborah. Suelma está apoiando os braços em uma mesa de madeira. Ao fundo, uma parede de tijolos aparentes.

Por Chrisley Wellen


A palavra tolerância vem do latim “tolerare”, que significa suportar, aceitar. De acordo com o dicionário Aurélio, é o ato de indulgência ou condescendência perante algo que não se quer ou não se pode impedir. A indulgência está relacionada com a clemência, tolerância e o perdão; é o ato de absolver alguém de um castigo ou punição. Já a condescendência tem relação com a ação de concordar com algo, embora tenha vontade de recusá-lo.
        Dito isto, compreendemos a carga negativa que a palavra tolerância traz em sua essência. E porque se fala tanto em tolerância quando a palavra de ordem deveria ser respeito? Pense, a palavra respeito vem do latim “respectus” - que é um sentimento positivo - significa “olhar outra vez” e tem como sinônimos o apreço, a consideração e a deferência.
       

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

"Católicos: blasfemos e idólatras"

Descrição para cegos: imagem do altar da Catedral Basílica de Nossa Senhora
das Neves. Na parede lateral, três quadros com pinturas; ao fundo, uma grande
estrutura que aporta duas imagens de santos, uma da padroeira no centro,
outras de anjos mais acima e, no centro superior, a de Jesus. 

Por Douglas de Oliveira


“Os católicos adoram imagens, sim! Quem já viu se ajoelhar e prestar culto para uma estátua, um pedaço de barro? Isso é uma blasfêmia!”. A ignorância nossa de cada dia produz enunciados como o citado anteriormente. Desarmados do conhecimento acerca das verdadeiras práticas das religiões de outrem e armados das declarações superficiais que perpassam pelo senso comum, cidadãos de todo o planeta projetam um pódio imaginário em que se autodenominam vencedores por suas “crenças superiores” e arremessam seus irmãos humanos à vala etnocêntrica do menosprezo.

terça-feira, 5 de abril de 2016

O que une as diferenças é amor


             Por Ivone Beatriz

Quebrando todas as barreiras de um conservadorismo enraizado, o Papa Francisco mais uma vez vem mostrar que veio para trazer uma nova visão do que é ser cristão. Ele já havia dado muito o que falar, quando abordou temas polêmicos que pouco são debatidos no ambiente religioso. Neste vídeo, ele veio trazer algo maior. 
        Muito me é questionando, por ser católica praticante, sobre o que deve e o que não deve ser aceito pela igreja. Assuntos como homossexuais, aborto e divórcios são constantes na minha vida religiosa. É difícil falar. É difícil explicar e é mais difícil ainda ser aceita por ter determinado pensamento. O preconceito também machuca os que acreditam, e por incrível que pareça fazer parte da "crença predominante" não é tão fácil quanto parece. 
      

quinta-feira, 24 de março de 2016

Em um mundo plural, a maior religião é o respeito

    Por Ivone Beatriz

Antes de começar a explanar minha opinião, gostaria de deixar claro que sou católica praticante. Frequento assiduamente a missa e participo ativamente de muitos movimentos da minha igreja. Não me envergonho do que sou, e falo abertamente do meu respeito e amor pela religião que escolhi. Não sou considerada uma pessoa que discorda das coisas impostas pela religião e por tal motivo sou taxada de radical e conservadora.
Porém, me deparei com uma situação que me fez repensar. No último domingo (20) a estátua de Iemanjá, localizada na praia de Cabo Branco, foi alvo de vândalos pelo menos pela segunda vez nos últimos três anos. Desta vez, a cabeça foi decapitada, bem como os dedos da imagem. O caso repercutiu nas redes sociais, no entanto, com mais efervescência entre adeptos das religiões de matriz africana.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Diálogo entre religiões é principal ferramenta contra a intolerância


Em entrevista à Agência Adital, a Reverenda Sonia Mota, que é teóloga e integrante da Igreja Presbiteriana Unida do Brasil, afirma que a interlocução religiosa possibilita questionar e criticar aspectos da própria religião e, se for preciso, estabelecer outras formas de convivência, em que todos e todas tenham seus direitos respeitados e possam viver em paz. O debate pela pluralidade de crenças fez parte da 15ª edição da Campanha Primavera para a Vida, com o tema "Eu respeito a diversidade religiosa. E você?”, promovida pela Coordenadoria Ecumênica de Serviço. Confira aqui a entrevista. (Igor Duarte)

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Coexistência e diálogo pacífico religioso

Descrição para cegos: uma representação alfabética e imagética da palavra
inglesa "coexist", em que os símbolos das religiões substituem algumas
letras - C (lua do Islamismo), X (estrela de Davi do Judaísmo) e
T (cruz do Cristianismo).

Por Daniela Paixão 

"Coexista” significa existir juntamente ou ao mesmo tempo. Como resposta ao ciclo de violência em algumas regiões de Jerusalém, o artista polonês Piotr Mlodozeniec criou uma marca em que a palavra Coexist foi reproduzida usando símbolos de diversas religiões, com o crescente islâmico como o C, a estrela de Davido judaísmo, como o X, e a cruz do cristianismo como o T. 

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A política e os candidatos não laicos

Descrição para cegos: pessoa com os braços cruzados sobre o
peito e as mãos tocando os ombros.
          A laicidade é dever do Estado e assegura o direito do ser humano professar sua fé individual (ou não), podendo não só demonstrar sua religião (cristão, budista, espírita etc.) como também não fazer parte de nenhuma (ateu ou agnóstico).
          Em plena atividade política, ano de eleição para Presidência da República, deputados estaduais e federais, senadores e governadores de estado, a utilização de termos como “pastor (a)”, “padre”, “pai” ou “mãe” junto ao nome público de alguns candidatos já é algo costumeiro de se ver no horário eleitoral.
          A autoproclamação da afinidade religiosa através da escolha do nome público é uma atitude que rende complexos debates sobre ética, liberdade religiosa e laicidade do Estado. Um candidato ao ser escolhido – e principalmente o eleitor ao escolher esse candidato – como presidente, governador ou qualquer outro cargo, deve estar ciente de que não pode ter preconceito nem desrespeitar nenhuma categoria social ou opção de vida dentro dos preceitos da legalidade.
          O ser humano (independentemente do cargo a que esteja candidato) tem o direito de propagar sua religião. Em contrapartida, essa mesma garantia não deve sobrepor à inclusão de todos os grupos sociais. Para que políticas públicas sejam aplicadas e pensadas para incluir todos os cidadãos, não é necessário não ser religioso e sim saber respeitar o próximo. (Marayane Ribeiro)

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Qual o problema em ser ateu?



O dramaturgo e letrista Luiz Antonio Ribeiro comenta, em sua coluna no site Literatortura, os desafios de ser ateu em uma sociedade marcada pela religiosidade. (Érica Rodrigues)

Qual o problema em ser ateu?
Fico observando todos os debates que ocorrem nas redes sociais a respeito dos temas mais polêmicos do momento. Vejo em toda militância um enorme esforço em combater aqueles chamados de opressores e, principalmente, em defender aqueles com a nomenclatura de vítimas. Vejo, também, em todos os liberais uma necessidade latente em defender as liberdades a todo custo como se pudéssemos afirmar com alguma certeza o que é a tal liberdade e até a tão dita democracia. Só para constar: acredito na democracia e na liberdade, mas não nesta que nos é oferecida.
Entretanto, o que me chama atenção é que ambos os grupos parecem manter um silencioso pacto de não mexer com religião. Parece haver um silêncio mútuo a respeito do tema como se possuir uma crença e seguir uma religião não tivesse nada a ver com tudo que acontece no mundo. Digo mais: vejo um cínico esquecimento do tema como se ele não fosse, talvez, um dos principais pilares dos debates a respeito dos problemas da sociedade.
Creio que a religião, ou melhor, o sentimento metafísico-religioso, expõe o conservadorismo de todos nós que, combatentes das ideias dos outros, não conseguimos enfrentar um poder como o da religião de frente, pois ele também nos toca naquilo que nos é fraco: nossa condição humana. A crença, que é nossa, compõe tão fortemente nosso ser que, sem ela, talvez não soubéssemos mais quem somos.