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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

(In)tolerância religiosa

Descrição para cegos: a imagem mostra a professora Deborah Cabral, no canto esquerdo da foto, olhando para a professora Suelma Moraes que está falando ao microfone, no lado direito da foto, e olhando para Deborah. Suelma está apoiando os braços em uma mesa de madeira. Ao fundo, uma parede de tijolos aparentes.

Por Chrisley Wellen


A palavra tolerância vem do latim “tolerare”, que significa suportar, aceitar. De acordo com o dicionário Aurélio, é o ato de indulgência ou condescendência perante algo que não se quer ou não se pode impedir. A indulgência está relacionada com a clemência, tolerância e o perdão; é o ato de absolver alguém de um castigo ou punição. Já a condescendência tem relação com a ação de concordar com algo, embora tenha vontade de recusá-lo.
        Dito isto, compreendemos a carga negativa que a palavra tolerância traz em sua essência. E porque se fala tanto em tolerância quando a palavra de ordem deveria ser respeito? Pense, a palavra respeito vem do latim “respectus” - que é um sentimento positivo - significa “olhar outra vez” e tem como sinônimos o apreço, a consideração e a deferência.
       

sábado, 25 de junho de 2016

Pesquisa revela preconceito contra crianças de religiões afro

Descrição para cegos: foto mostra mãos de uma negra postas uma sobre a outra à altura da cintura dela. Em todos os dedos ela tem anéis e, nos pulsos, muitas pulseiras prateadas. A rouba é branca, com rendas da mesma cor.

Currículo oculto é uma expressão usada pelos estudiosos da Educação para se referir aos ensinamentos não inclusos nos currículos regulares, mas que são passados nas escolas por meio das ideologias hegemônicas. Uma pesquisa realizada ao longo de 20 anos pela professora Stela Guedes, doutora em Educação e professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da UERJ, traz à tona o preconceito contra religiões de matrizes africanas nas escolas. Stela lançou, em 2012, um livro se debruçando nos conhecimentos e dados adquiridos ao longo de anos de pesquisa, e o intitulou de Educação nos terreiros – e como a escola se relaciona com crianças de candomblé. Uma entrevista completa com a professora, sobre o assunto, você encontra aqui. (Elisa Damante)

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Curso de Extensão em Diversidade Cultural Religiosa

Descrição para cegos: pintura da Santa Ceia,
com Jesus e seus discípulos.

Por Amyrane Alves 


        Foram abertas no começo deste mês as inscrições para o curso de extensão em Diversidade Cultural Religiosa. O curso será realizado na modalidade a distância através da UFPB Virtual e terá início no segundo semestre letivo deste ano. Para se inscrever os interessados devem preencher um formulário na internet com seus dados até o dia 27 junho.
       A professora responsável é Neide Miele, do Departamento de Ciência das Religiões da UFPB. O curso é direcionado não só para alunos de Ciências das Religiões, mas para qualquer estudante (vinculado à instituição ou não) interessado em conhecer mais sobre as diferenças e as particularidades das religiões.
       O curso tem como objetivo capacitar os alunos a se relacionarem com a diversidade religiosa, entendendo o papel delas nas civilizações antigas e contemporâneas enquanto dimensão do ser humano.
       Clique aqui para ter acesso ao programa, ao cronograma e o formulário de inscrição do curso.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Educar para os Direitos Humanos

Descrição para cegos: mãos negras e brancas segurando
o globo terrestre, em um fundo azul com nuvens.

Por Fernanda Chagas


A técnica da exceção exerce uma força contra os Direitos Humanos, fazendo com que as pessoas sejam privadas da busca pela liberdade. Segundo Castor Bartolomé, um dos participantes do VIII Seminário Internacional de Direitos Humanos, ocorrido em dezembro de 2014 na UFPB, a exceção traz, mesmo sem intenção para tal, um poder soberano onde o Estado decreta o que fazer, estabelecendo, assim, formas de controle radical da vida humana.
Vários exemplos de predominância da exceção são facilmente citados, como a criminalização dos movimentos sociais, enquadrando-os sob leis antiterrorismo, decretos contra estrangeiros, zonas de retenção humana, leis para controle de imigrantes e a suspensão da privacidade e da intimidade em virtude da segurança nacional. Há, entre tantos exemplos citados acima, uma ligação entre o capitalismo em vigor e os interesses das classes dominantes.
A mesa de debates do VIII Seminário Internacional de Direitos Humanos sobre o tema Educar para nunca mais explanou a simples direção da educação para a conscientização dos jovens sobre a democracia e o exercício vivo dos Direitos Humanos. Os integrantes da mesa foram Castor Bartolomé Ruiz, da Unisinos; Clodoaldo Meneguello, da Unesp, e Sandra Raggio, integrante da Comisión Provincial de la Memoria, Argentina.