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domingo, 22 de fevereiro de 2015

A busca pela paz


Descrição para cegos: pomba da paz com um ramo
no bico representando o Cristianismo.
Por Fernanda Chagas

Muitas vezes, não compreendemos as relações entre diferentes culturas, nos tornando meros “ignorantes” em determinados aspectos; um deles se configura entre as relações diplomáticas e de poder, principalmente entre países que, em situações singulares, atraem os olhares do mundo.
O significado da palavra Religião diz tudo sobre o que precisamos e o que devemos fazer; derivada do latim re-ligare, ou seja, religar ou ligar novamente. Religar ou unir os seres humanos independente de sua cor, de sua condição social, orientação sexual ou denominação.
Um exemplo da força religiosa entre países com rotinas e culturas diferentes foi o fim de alguns embargos constituídos entre Estados Unidos e Cuba durante a Guerra Fria. A interferência do Papa Francisco nessa negociação diplomática nos transmitiu o quanto as religiões são fundamentais para o estabelecimento do entendimento e das boas relações entre as pessoas e o mundo, trazendo sempre o desejo da procura pela união e pela paz.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Educar para os Direitos Humanos

Descrição para cegos: mãos negras e brancas segurando
o globo terrestre, em um fundo azul com nuvens.

Por Fernanda Chagas


A técnica da exceção exerce uma força contra os Direitos Humanos, fazendo com que as pessoas sejam privadas da busca pela liberdade. Segundo Castor Bartolomé, um dos participantes do VIII Seminário Internacional de Direitos Humanos, ocorrido em dezembro de 2014 na UFPB, a exceção traz, mesmo sem intenção para tal, um poder soberano onde o Estado decreta o que fazer, estabelecendo, assim, formas de controle radical da vida humana.
Vários exemplos de predominância da exceção são facilmente citados, como a criminalização dos movimentos sociais, enquadrando-os sob leis antiterrorismo, decretos contra estrangeiros, zonas de retenção humana, leis para controle de imigrantes e a suspensão da privacidade e da intimidade em virtude da segurança nacional. Há, entre tantos exemplos citados acima, uma ligação entre o capitalismo em vigor e os interesses das classes dominantes.
A mesa de debates do VIII Seminário Internacional de Direitos Humanos sobre o tema Educar para nunca mais explanou a simples direção da educação para a conscientização dos jovens sobre a democracia e o exercício vivo dos Direitos Humanos. Os integrantes da mesa foram Castor Bartolomé Ruiz, da Unisinos; Clodoaldo Meneguello, da Unesp, e Sandra Raggio, integrante da Comisión Provincial de la Memoria, Argentina.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Sim à liberdade

Descrição para cegos: passarinho saindo de uma casinha de
madeira, construída em suas dimensões.



      Ao refletirmos sobre o sentido das religiões em nossa cultura, detectamos um aspecto peculiar entre todas ao mesmo tempo: o Criador e suas mensagens de união e paz. Não necessariamente teríamos que seguir tal religião para sermos filhas e filhos do Criador. Ele tem vários nomes que o identificam e nos ensinou diversas formas de evocá-lo.
      Pensarmos que apenas uma religião implica na certeza do "lugarzinho no céu" é como pensar que não existem várias estradas que levam uma pessoa ao mesmo destino. Decidir por uma religião é mais que um papel fundamental em nossos dias, digno de respeito e um direito de escolha que está implícito na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Não podemos impor que algo seja falso por não conhecermos a fundo suas origens e suas filosofias de pregação - culto.
      Uma clara ideia de consciência sobre diversidades esteve sempre com o Nelson Mandela. Quem nunca ouviu ou leu esta citação:

- " Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender; e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar ".
     
      Ensinar a amar e, acima de tudo, respeitar as escolhas das pessoas, pois temos o livre arbítrio para decidir qual caminho nos levará aos braços do Criador. (Fernanda Chagas).

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Carta ao navegador

Descrição para cegos: nuvens em um céu claro.


Por tantos caminhos a trilhar 
vejo a necessidade de não ires sozinho; 
pelos dias irás passar 
e sei, apenas sei: tua hora irá chegar!

Irás devagar e com tua fé 
diz-te o mestre de luz; 
usarás teus próprios pés 
em meio ao caos da escuridão, que por vezes te conduz! 

Ainda que te encontres dolente 
tenho anjos, santos, orixás 
e em tuas preces me farei presente 

Em teu coração será o meu lar 
nunca desanimes, navegador! 
Conheço tua alegria e tua dor     (Fernanda Chagas)

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Somos todos irmãos

Descrição para cegos: três mãos unidas no centro da imagem.
No fundo, um lençol com florido.


          Não sabemos o que as pessoas pensam em relação às religiões e isso seria um infinito desafio humano. Contudo, quando Deus criou o ser humano, o fez à sua imagem e semelhança; todos nós somos obras divinas, criadas com determinados propósitos de vida. Irmãos ligados pelo sentimento de amor, misericórdia e fraternidade; portanto, seria injusto pensar que somos maiores em relação aos demais.
          As diferenças, principalmente as religiosas, estão aí para nos ensinar e nos mostrar que o mundo interage de diversas formas e que não somos únicos nele. Irmãos são todos os sobreviventes das adversidades da vida; são todos que possuem o fio da vida em qualquer situação; são os que compartilham ou não a "palavra" celebrada em tantas diversidades de representações religiosas. Irmãos somos todos nós. (Fernanda Chagas).

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Mais tolerância, por favor!

Descrição para cegos: placa com três setas formando um círculo.

      Até onde chega o limite das pessoas que se consideram superiores às outras? Há um interminável conflito que abala gerações ao longo da história da humanidade. Há séculos e séculos são questionados desagradáveis relatos históricos sobre a necessidade do ser humano em compartilhar experiências de cunho preconceituoso e muitas vezes “irracional”. Chegar ao extermínio de vidas em prol de deuses para algumas religiões é sagrado e válido. Porém, o que dizer daqueles que sofrem a agressão? Existe apenas uma verdade válida? 
       A questão da intolerância em cunho religioso ultrapassa todos os limites, atingindo, em sua maioria, aspectos sociais e políticos, como acontece em nossos dias em conflitos que assistimos quase todo tempo nos jornais (a exemplo de Israelenses e Palestinos) e a tentativa em cessar tais conflitos através de tratados de paz. 
       Sobre todos os choques existentes e pregressos, a única esperança seria a do reconhecimento mútuo de que todas as religiões possuem seus fundamentos, e que acima até da própria tolerância o respeito se encaixa perfeitamente na bandeira pela busca da paz. (Fernanda Chagas)