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terça-feira, 11 de outubro de 2016

Seminário discutiu Ensino Religioso e Laicidade na UFPB

Descrição para cegos: foto do professor Deyve Redyson apoiado com o braço direito em um móvel. Atrás dele, uma parede de tijolos aparentes. Nas mãos ele segura um papel e uma caneta esferográfica. 


O seminário aconteceu no dia 3 de outubro e foi promovido pelo Centro de Educação da UFPB. Teve como tema O Ensino Religioso – Contratempos entre a cultura e a Laicidade. e foi ministrado pelo professor Deyve Redyson, chefe do Departamento de Ciências das Religiões. Na sua exposição, ele abordou diversidade religiosa, religião, religiosidade, espiritualidade, ensino religioso, laicidade e direitos humanos. Ouça a matéria que fiz com Deyve Redyson para o programa Espaço Experimental que vai ao ar todos os sábados, às 9 horas, na Rádio Tabajara AM (1.110 KHz), produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB. (Chrisley Wellen)

domingo, 17 de abril de 2016

Só Satanás salva?

por Elisa Damante


        Meses atrás, os holofotes da mídia foram voltados a mais uma dessas marchas que acontecem país afora. Esta tinha um nome, no mínimo, diferente. Usando o nome de Satanás, jovens e adultos organizaram uma passeata e se reuniram em algumas cidades do Brasil, em prol de uma causa justa e nada satânica: a laicidade do Estado. "Marcha para Satanás", de acordo com os idealizadores, foi um nome escolhido com a intenção de chamar a atenção e chocar. O Estado Laico é a condição de neutralidade de um regime no que tange ao campo religioso. De acordo com o artigo 5º da Constituição, o Brasil se enquadra nas características de um Estado Laico. Aos olhos de muitos, no entanto, isso está longe de ser a realidade.  
        A força de uma bancada evangélica nas decisões da Câmara dos Deputados nos faz repensar. De acordo com o último senso do IBGE, o número de evangélicos no país cresceu 61%, de 2000 a 2010. Esses números refletiram também na Frente Parlamentar Evangélica (FPE). Hoje, ela agrega cerca de 90 parlamentares e, segundo dados da própria Frente, o crescimento foi de 30% na última legislatura.  
         

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Pastores querem tirar escultura de Iemanjá do Rio São Francisco


Por Igor Duarte

O Ministério Público Federal recebeu um pedido para retirada, do Rio São Francisco, em Petrolina, da escultura que representa Iemanjá. A solicitação é de um grupo de pastores evangélicos da cidade que consideram um desrespeito à separação de religião e estado, pois as águas do rio pertencem à União.
Um dos líderes do movimento, o pastor José Kenaidy, frisou que o assunto foi discutido internamente com pastores sobre a legalidade em relação ao Código Civil, do ponto de vista da laicidade e da questão religiosa, mas o grupo resolveu não entrar com ação. Contudo, ele deu prosseguimento junto com outro líder evangélico no MPF. O presidente da União dos Pastores de Petrolina, Clayton Antônio, já afirmou a rádios da cidade ser contrário à iniciativa.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

O que é Estado Laico?

Descrição para cegos: professor Jaldes Meneses durante entrevista
no estúdio de rádio.

Tem se discutido muito a respeito da influência de conceitos religiosos nas decisões tomadas pelos governos. A laicidade do Estado é garantida pela Constituição, mas nem sempre é o que vemos na prática. Em que se constituiria então um Estado laico? O professor e cientista político Jaldes Meneses conversou com a repórter Marayane Ribeiro sobre a relação entre religião e política para o programa Espaço Experimental, da Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB.
Confira a entrevista abaixo, em dois blocos (Amyrane Alves).

  BLOCO 1
    

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

II Colóquio sobre Diversidade Religiosa – com a professora Eunice Simões

A professora do Departamento de Ciências da Religiões da UFPB Eunice Simões é doutora em Sociologia e mestre em Teologia. Em 2012 concluiu pós-doutorado em Ciências das Religiões na Universidade Metodista de São Paulo. Como docente da UFPB, ela ministra aulas na graduação e na pós-graduação de Ciência das Religiões e lidera grupo de pesquisa em Antropologia do Imaginário. O colóquio foi realizado por Fernanda Chagas, Kilder Cavalcanti, Luís Carlos Cunha e Marayane Ribeiro. 

PARTE 1 - Aqui a professora fala sobre o ideal para se ensinar religião no ensino fundamental.



sábado, 22 de novembro de 2014

Como ensinar religião no ensino fundamental em um Estado laico?

Descrição para cegos: mapa do Brasil com o desenho da bandeira nacional
preenchendo o território. Ao redor dos limites geográficos, nomes de
diversas religiões.

Por: Marayane Ribeiro

Laicidade é um termo que define a separação entre Estado e religião. Um Estado laico tem por pressuposto não intervir em formas de organização coletiva e privada. Todo ser humano deve ter o direito de escolher qual doutrina seguir ou em qual Deus(es) crer. Como também o direito de não ter nenhuma crença ou religião.
Disciplina facultativa nas escolas públicas do país, o ensino religioso é motivo de discussão por educadores, pais e alunos. Isso porque não há um modelo exato de aplicação dessa matéria em sala de aula. A metodologia é realizada de acordo com a formação de cada profissional.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A política e os candidatos não laicos

Descrição para cegos: pessoa com os braços cruzados sobre o
peito e as mãos tocando os ombros.
          A laicidade é dever do Estado e assegura o direito do ser humano professar sua fé individual (ou não), podendo não só demonstrar sua religião (cristão, budista, espírita etc.) como também não fazer parte de nenhuma (ateu ou agnóstico).
          Em plena atividade política, ano de eleição para Presidência da República, deputados estaduais e federais, senadores e governadores de estado, a utilização de termos como “pastor (a)”, “padre”, “pai” ou “mãe” junto ao nome público de alguns candidatos já é algo costumeiro de se ver no horário eleitoral.
          A autoproclamação da afinidade religiosa através da escolha do nome público é uma atitude que rende complexos debates sobre ética, liberdade religiosa e laicidade do Estado. Um candidato ao ser escolhido – e principalmente o eleitor ao escolher esse candidato – como presidente, governador ou qualquer outro cargo, deve estar ciente de que não pode ter preconceito nem desrespeitar nenhuma categoria social ou opção de vida dentro dos preceitos da legalidade.
          O ser humano (independentemente do cargo a que esteja candidato) tem o direito de propagar sua religião. Em contrapartida, essa mesma garantia não deve sobrepor à inclusão de todos os grupos sociais. Para que políticas públicas sejam aplicadas e pensadas para incluir todos os cidadãos, não é necessário não ser religioso e sim saber respeitar o próximo. (Marayane Ribeiro)