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terça-feira, 11 de outubro de 2016
domingo, 17 de abril de 2016
Só Satanás salva?
por Elisa Damante
A força de uma bancada evangélica nas decisões da Câmara dos Deputados nos faz repensar. De acordo com o último senso do IBGE, o número de evangélicos no país cresceu 61%, de 2000 a 2010. Esses números refletiram também na Frente Parlamentar Evangélica (FPE). Hoje, ela agrega cerca de 90 parlamentares e, segundo dados da própria Frente, o crescimento foi de 30% na última legislatura.
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Pastores querem tirar escultura de Iemanjá do Rio São Francisco
Por Igor Duarte
O Ministério Público Federal recebeu um pedido para retirada,
do Rio São Francisco, em Petrolina, da escultura que representa Iemanjá. A
solicitação é de um grupo de pastores evangélicos da cidade que consideram um
desrespeito à separação de religião e estado, pois as águas do rio pertencem à
União.
Um dos líderes do movimento, o pastor José Kenaidy, frisou
que o assunto foi discutido internamente com pastores sobre a legalidade em
relação ao Código Civil, do ponto de vista da laicidade e da questão religiosa,
mas o grupo resolveu não entrar com ação. Contudo, ele deu prosseguimento junto
com outro líder evangélico no MPF. O presidente da União dos Pastores de
Petrolina, Clayton Antônio, já afirmou a rádios da cidade ser contrário à
iniciativa.
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
O que é Estado Laico?
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| Descrição para cegos: professor Jaldes Meneses durante entrevista no estúdio de rádio. |
Tem se discutido muito a respeito da influência de conceitos religiosos nas decisões tomadas pelos governos. A laicidade do Estado é garantida pela Constituição, mas nem sempre é o que vemos na prática. Em que se constituiria então um Estado laico? O professor e cientista político Jaldes Meneses conversou com a repórter Marayane Ribeiro sobre a relação entre religião e política para o programa Espaço Experimental, da Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB.
Confira a entrevista abaixo, em dois blocos (Amyrane Alves).
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
II Colóquio sobre Diversidade Religiosa – com a professora Eunice Simões
A
professora do Departamento de Ciências da Religiões da UFPB Eunice Simões é
doutora em Sociologia e mestre em Teologia. Em 2012 concluiu pós-doutorado em
Ciências das Religiões na Universidade Metodista de São Paulo. Como docente da
UFPB, ela ministra aulas na graduação e na pós-graduação de Ciência das
Religiões e lidera grupo de pesquisa em Antropologia do Imaginário. O colóquio
foi realizado por Fernanda Chagas, Kilder Cavalcanti, Luís Carlos Cunha e
Marayane Ribeiro.
PARTE 1 - Aqui a professora fala sobre o ideal para se ensinar religião no ensino fundamental.
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sábado, 22 de novembro de 2014
Como ensinar religião no ensino fundamental em um Estado laico?
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| Descrição para cegos: mapa do Brasil com o desenho da bandeira nacional preenchendo o território. Ao redor dos limites geográficos, nomes de diversas religiões. |
Por: Marayane Ribeiro
Laicidade é um termo que define a
separação entre Estado e religião. Um Estado laico tem por pressuposto não
intervir em formas de organização coletiva e privada. Todo ser humano deve ter
o direito de escolher qual doutrina seguir ou em qual Deus(es) crer. Como
também o direito de não ter nenhuma crença ou religião.
Disciplina facultativa nas
escolas públicas do país, o ensino religioso é motivo de discussão por
educadores, pais e alunos. Isso porque não há um modelo exato de aplicação
dessa matéria em sala de aula. A metodologia é realizada de acordo com a
formação de cada profissional.
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quarta-feira, 24 de setembro de 2014
A política e os candidatos não laicos
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| Descrição para cegos: pessoa com os braços cruzados sobre o peito e as mãos tocando os ombros. |
Em plena atividade política, ano de eleição para Presidência da República, deputados estaduais e federais, senadores e governadores de estado, a utilização de termos como “pastor (a)”, “padre”, “pai” ou “mãe” junto ao nome público de alguns candidatos já é algo costumeiro de se ver no horário eleitoral.
A autoproclamação da afinidade religiosa através da escolha do nome público é uma atitude que rende complexos debates sobre ética, liberdade religiosa e laicidade do Estado. Um candidato ao ser escolhido – e principalmente o eleitor ao escolher esse candidato – como presidente, governador ou qualquer outro cargo, deve estar ciente de que não pode ter preconceito nem desrespeitar nenhuma categoria social ou opção de vida dentro dos preceitos da legalidade.
O ser humano (independentemente do cargo a que esteja candidato) tem o direito de propagar sua religião. Em contrapartida, essa mesma garantia não deve sobrepor à inclusão de todos os grupos sociais. Para que políticas públicas sejam aplicadas e pensadas para incluir todos os cidadãos, não é necessário não ser religioso e sim saber respeitar o próximo. (Marayane Ribeiro)
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