sábado, 28 de fevereiro de 2015

A montanha que Maomé tem de enfrentar

Descrição para cegos: muçulmanos caminhando em praça, à
luz do dia, com seus trajes característicos. Pôster de Ricardo
Coutinho no canto esquerdo da praça.
Por Luís Carlos Cunha

        Conhecidos pelos seus típicos costumes culturais e religiosos, os muçulmanos formam um importante grupo religioso que vem crescendo em todo o mundo. Como não poderia ser diferente, eles estão presentes no Brasil há muito tempo. Entretanto, apesar da presença histórica dos seguidores de Maomé no nosso país, o terrorismo e a violência praticados por fanáticos religiosos desencadeiam manifestações de preconceito que eles precisam enfrentar.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

A busca pela paz


Descrição para cegos: pomba da paz com um ramo
no bico representando o Cristianismo.
Por Fernanda Chagas

Muitas vezes, não compreendemos as relações entre diferentes culturas, nos tornando meros “ignorantes” em determinados aspectos; um deles se configura entre as relações diplomáticas e de poder, principalmente entre países que, em situações singulares, atraem os olhares do mundo.
O significado da palavra Religião diz tudo sobre o que precisamos e o que devemos fazer; derivada do latim re-ligare, ou seja, religar ou ligar novamente. Religar ou unir os seres humanos independente de sua cor, de sua condição social, orientação sexual ou denominação.
Um exemplo da força religiosa entre países com rotinas e culturas diferentes foi o fim de alguns embargos constituídos entre Estados Unidos e Cuba durante a Guerra Fria. A interferência do Papa Francisco nessa negociação diplomática nos transmitiu o quanto as religiões são fundamentais para o estabelecimento do entendimento e das boas relações entre as pessoas e o mundo, trazendo sempre o desejo da procura pela união e pela paz.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Educar para os Direitos Humanos

Descrição para cegos: mãos negras e brancas segurando
o globo terrestre, em um fundo azul com nuvens.

Por Fernanda Chagas


A técnica da exceção exerce uma força contra os Direitos Humanos, fazendo com que as pessoas sejam privadas da busca pela liberdade. Segundo Castor Bartolomé, um dos participantes do VIII Seminário Internacional de Direitos Humanos, ocorrido em dezembro de 2014 na UFPB, a exceção traz, mesmo sem intenção para tal, um poder soberano onde o Estado decreta o que fazer, estabelecendo, assim, formas de controle radical da vida humana.
Vários exemplos de predominância da exceção são facilmente citados, como a criminalização dos movimentos sociais, enquadrando-os sob leis antiterrorismo, decretos contra estrangeiros, zonas de retenção humana, leis para controle de imigrantes e a suspensão da privacidade e da intimidade em virtude da segurança nacional. Há, entre tantos exemplos citados acima, uma ligação entre o capitalismo em vigor e os interesses das classes dominantes.
A mesa de debates do VIII Seminário Internacional de Direitos Humanos sobre o tema Educar para nunca mais explanou a simples direção da educação para a conscientização dos jovens sobre a democracia e o exercício vivo dos Direitos Humanos. Os integrantes da mesa foram Castor Bartolomé Ruiz, da Unisinos; Clodoaldo Meneguello, da Unesp, e Sandra Raggio, integrante da Comisión Provincial de la Memoria, Argentina.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Pesquisa analisa posição da igreja católica no Cariri, durante a ditadura

Descrição para cegos: foto de perfil de Danielly Pereira sorrindo
para a câmera.

Para isso, foram analisadas matérias veiculadas pelo jornal Ação, periódico semanal da Diocese do Crato, no Ceará. O estudo foi feito pela professora de Direito da Universidade Regional do Cariri, Danielly Pereira. O trabalho analisou notícias, editoriais e artigos de opinião publicados pelo jornal de 1964 a 1985. Ouça a entrevista que fiz com Danielly. (Marayane Ribeiro).


quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

II Colóquio sobre Diversidade Religiosa – com a professora Eunice Simões

A professora do Departamento de Ciências da Religiões da UFPB Eunice Simões é doutora em Sociologia e mestre em Teologia. Em 2012 concluiu pós-doutorado em Ciências das Religiões na Universidade Metodista de São Paulo. Como docente da UFPB, ela ministra aulas na graduação e na pós-graduação de Ciência das Religiões e lidera grupo de pesquisa em Antropologia do Imaginário. O colóquio foi realizado por Fernanda Chagas, Kilder Cavalcanti, Luís Carlos Cunha e Marayane Ribeiro. 

PARTE 1 - Aqui a professora fala sobre o ideal para se ensinar religião no ensino fundamental.



terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Ciência e religião: antagonismo criado pelo ser humano

Descrição para cegos: símbolo relacionado ao átomo, junto com
o símbolo do taoísmo no meio e um terço à direita.


Por: Marayane Ribeiro

Ciência e religião quase sempre caminharam em lados opostos. Os defensores de uma consideram que a outra não explica tudo o que é necessário. Enquanto a ciência só acredita no que é provado e passível de reprodução, a religião não precisa de provas para crer. A partir desse conflito, a arrogância de alguns cientistas incomoda o fanatismo de muitos religiosos e vice versa.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

As pessoas são livres...

Por Luís Carlos Cunha
 
Descrição para cegos: irmão Lázaro em foto de perfil, sorrindo
e olhando para o lado.
O cantor gospel Irmão Lázaro, eleito deputado federal com 161 mil votos na Bahia, declarou que vai lutar para reduzir a violência contra homossexuais. Uma declaração desta aparentemente não seria algo tão surpreendente, mas acaba sendo por ser vinda de um cantor popular no meio evangélico, conhecido por não aceitar a Lei da Homofobia.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Pesquisa analisa influência midiática sobre religiosidade dos paraibanos

Descrição para cegos: foto de perfil da professora Fernanda
Lemos, que sorri para a câmera.

O trabalho foi feito pela professora Fernanda Lemos, do Departamento de Ciência das Religiões da UFPB. O objetivo foi compreender até que ponto a mídia influencia a cultura e a religião dos telespectadores. Para isso, foi estudada a programação jornalística de duas emissoras: TV Cabo Branco e TV Correio. O estudo constatou uma relação de poder entre o sistema simbólico, produzido pelo discurso midiático, e a sociedade. Ouça a entrevista que fiz com Fernanda Lemos para o programa Espaço Experimental. (Marayane Ribeiro).

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Estado laico versus diversidade religiosa

Descrição para cegos: pessoas em protesto pela laicidade, segurando
cartazes, dentre eles uma faixa central com o nome em letras
agigantadas: "ESTADO LAICO".

Muitos falam em um país "laico", onde a liberdade de cada um é garantida na Constituição. Contudo, a realidade nos mostra algo diferente, que transforma nosso pensamento, nosso intrínseco, nosso "eu". O texto a seguir é importante, pois nos mostra um pouco do que deveríamos pensar todos os dias e, a partir de tal pensamento, exercermos nossa cidadania e nossos direitos, não só na seara religiosa, mas em todas as esferas envolvidas pelos Direitos Humanos. (Fernanda Chagas).
Diversidade religiosa na seara dos Direitos Humanos
          Toda pessoa tem o direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular.

sábado, 22 de novembro de 2014

Como ensinar religião no ensino fundamental em um Estado laico?

Descrição para cegos: mapa do Brasil com o desenho da bandeira nacional
preenchendo o território. Ao redor dos limites geográficos, nomes de
diversas religiões.

Por: Marayane Ribeiro

Laicidade é um termo que define a separação entre Estado e religião. Um Estado laico tem por pressuposto não intervir em formas de organização coletiva e privada. Todo ser humano deve ter o direito de escolher qual doutrina seguir ou em qual Deus(es) crer. Como também o direito de não ter nenhuma crença ou religião.
Disciplina facultativa nas escolas públicas do país, o ensino religioso é motivo de discussão por educadores, pais e alunos. Isso porque não há um modelo exato de aplicação dessa matéria em sala de aula. A metodologia é realizada de acordo com a formação de cada profissional.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Israel: uma diversidade pouco conhecida

Descrição para cegos: bandeira de Israel; totalidade azul, com
duas faixas horizontais amarelas e estrela de Davi no centro,
também em amarelo.

Israel é um país localizado no Oriente Médio sob o sistema parlamentarista, onde o chefe de governo não é eleito pelo povo. Apesar de constituir uma democracia representativa, é conhecido como “um Estado judeu e democrático”. No entanto, naquele país, outras religiões também são praticadas. O que as leis do país mais defendem em sua legislação é a diversidade religiosa. A Declaração de Independência de Israel, promulgada em 1948, garante a liberdade religiosa na região. Membros das religiões budista, hindu, muçulmana e cristã são aceitos e respeitados. Um texto publicado no site Obra em Alagoas fala um pouco sobre essa diversidade religiosa em Israel. O texto completo segue abaixo. (Marayane Ribeiro).

"Com maioria judaica, Israel respeita a diversidade religiosa"

Israel é um Estado não laico, ou seja, não há separação entre religião e o Estado. Por outro lado, o país não possui religião oficial, e por ser uma democracia com eleições livres, também não pode ser considerado um Estado teocrático, mesmo que quatro quintos de sua população de 7 milhões de pessoas seja composta por judeus – segundo informações de órgãos oficiais do país.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Sim à liberdade

Descrição para cegos: passarinho saindo de uma casinha de
madeira, construída em suas dimensões.



      Ao refletirmos sobre o sentido das religiões em nossa cultura, detectamos um aspecto peculiar entre todas ao mesmo tempo: o Criador e suas mensagens de união e paz. Não necessariamente teríamos que seguir tal religião para sermos filhas e filhos do Criador. Ele tem vários nomes que o identificam e nos ensinou diversas formas de evocá-lo.
      Pensarmos que apenas uma religião implica na certeza do "lugarzinho no céu" é como pensar que não existem várias estradas que levam uma pessoa ao mesmo destino. Decidir por uma religião é mais que um papel fundamental em nossos dias, digno de respeito e um direito de escolha que está implícito na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Não podemos impor que algo seja falso por não conhecermos a fundo suas origens e suas filosofias de pregação - culto.
      Uma clara ideia de consciência sobre diversidades esteve sempre com o Nelson Mandela. Quem nunca ouviu ou leu esta citação:

- " Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender; e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar ".
     
      Ensinar a amar e, acima de tudo, respeitar as escolhas das pessoas, pois temos o livre arbítrio para decidir qual caminho nos levará aos braços do Criador. (Fernanda Chagas).

terça-feira, 4 de novembro de 2014

A diferença é o que nos torna iguais

Descrição para cegos: Foto de uma mulher
segurando uma plaquinha com a palavra
"Diversidade", em cores diferentes para
cada letra.

Osvaldo Lenine Macedo Pimentel, mais conhecido como Lenine, é um cantor, compositor, produtor e músico brasileiro. Suas músicas refletem um misto de manifestações culturais e sociais de todas as partes do país. Com letras que quebram definições preconceituosas e rótulos, Lenine provoca questionamentos sobre vida, morte, sexualidade, respeito ao próximo e religião. Numa de suas composições, intitulada Diversidade, o músico coloca em discussão, como a própria palavra supõe, a característica que torna todo ser humano igual: a diferença. Colocando como pressuposto Deus ter criado cada um com sua singularidade e todos como parte de um. A letra segue abaixo e você pode escutar a canção aqui (Marayane Ribeiro).

“Se foi pra diferenciar 
Que Deus criou a diferença 
Que irá nos aproximar 
Intuir o que Ele pensa 
Se cada ser é só um 
E cada um com sua crença 
Tudo é raro, nada é comum 
Diversidade é a sentença