quarta-feira, 1 de maio de 2019

Abusos espirituais nos corpos materiais: a Igreja e a sexualidade



Na foto, há uma criança de costas, em pé, entre os bancos de uma igreja vazia. Fonte: Carta Capital

Por Mileide Moreira da Silva

            A filósofa e teóloga, Ivone Gebara aborda nesse artigo, um tema que é considerado um tabu, a temática da sexualidade nos contextos religiosos, onde ela destaca fatos acontecidos diretamente relacionados com a religião católica, como em escolas confessionais, no que se refere aos abusos sexuais acontecidos nesses ambientes, e a forma pela qual, esses fatos vêm sendo revelados, tanto por quem vem sofrendo esses abusos, quanto, também, por autoridades diretamente ligadas a esse contexto. A autora afirma que, "um clero abusador de crianças, jovens e mulheres é sinal de que a maneira como se lida com a sexualidade humana e se lhe atribui regulação divina merece uma transformação urgente". Nesse sentido, a autora sugere mudanças em relação às formas de compreensão que se tem em relação à sexualidade, em possibilidades de mudar crenças, teologias, liturgias e governos, para que, com isso, seja possível exercer a democracia nas diversas instituições religiosas.


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terça-feira, 30 de abril de 2019

Stela Guedes, em sua trajetória, pesquisa sobre o ensino religioso

   

Descrição para cegos: cena do documentário “Crianças de terreiros, redes educativas e diferenças”, em que aparece o perfil do rosto de uma menina negra, usando faixa no cabelo e traje branco, semelhante à indumentária usada em terreiros. O movimento dos lábios da criança dá a entender que ela falava ou cantava quando foi fotografada. Ao fundo, pintura da bandeira do Brasil em muro.  Créditos: Documentário “Crianças de terreiros, redes educativas e diferenças”


Por Mileide Moreira da Silva

    O Brasil é um país rico em diversidades e no contexto religioso não poderia ser diferente. Nesse sentido, ainda predominam as religiões cristãs, a exemplo da católica e evangélica. Essas são bem-aceitas pela maioria popular. Mas, como fica a reação de um país que afirma ser laico, de acordo com a sua Constituição, no que diz respeito às minorias religiosas, a exemplo daqueles que, desde a sua origem, são praticantes das religiões de matriz africana? De que forma vem se comportando a sociedade no que se refere à prática da laicidade? Os praticantes das religiões de matriz africana estão sendo aceitos fora dos seus grupos de convívio comum?


      Em 1992, a jornalista carioca Stela Guedes, foi designada para fazer uma reportagem de final de semana para o jornal O Dia, em terreiros da Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, com o objetivo de ver como andavam tais locais de culto, naquele momento. Stela Guedes ficou muito impactada ao deparar-se com a cena de uma criança de 4 anos comandando num atabaque, o culto aos Orixás, e, o depoimento de outras, as quais, traziam de forma marcante, a presença da discriminação em outros ambientes, como a própria escola. A matéria recebeu o título “Os Netos de Santo”, e teve grande repercussão para as comunidades de terreiro.

         Anos depois, já enquanto professora de pós-graduação na Universidade Estadual do Rio de Janeiro, foi impulsionada a aprofundar pesquisas na área da educação, que resultaram na produção do livro “Educação nos Terreiros – e como a escola se se relaciona com crianças de candomblé”, lançado em 2012. Por fim, em 2017 foi produzido um documentário com o tema.

         Conforme pesquisas realizadas no site do Respeitar é preciso, ao longo de 20 anos de pesquisa, a professora buscou analisar o preconceito contra religiões de matriz africana no ambiente escolar e as dificuldades da implementação da Lei 10.639, de 2003, que prevê o ensino de cultura e história afro-brasileira e africana nas escolas. A pesquisadora descobriu que para os estudantes de religiões afros, a escola é o espaço em  que mais sofrem discriminação, intimidação e vergonha.

      O documentário trata de entrevista dada em 2012, na qual relata de que forma se deu o seu processo de pesquisa, e algumas histórias de vida marcantes e que serviram de inspiração para a composição de seu livro. A produção provoca reflexões, trazendo uma base de grande importância, que, é o contexto educacional brasileiro, onde, a discriminação ainda acontece.


        É de grande relevância trazer para as comunidades escolares estudos no que diz respeito a tais questões, visando conscientizar para que o respeito à diversidade religiosa venha a ser o exercido, sendo este um direito humano.

A Intolerância Religiosa é um atentado aos Direitos Humanos


A ilustração mostra pessoas de diferentes religiões de mãos dadas. Fonte: Observatório da Imprensa.

Por Mileide Moreira da Silva

     No artigo, a autora afirma que a intolerância religiosa é um veneno social incompatível com as liberdades democráticas, que, por sua vez, fere os direitos humanos e a liberdade de escolha. Nesse sentido, defende a importância do aparato das leis, onde é possível contar com a constituição de 1989 e com o apoio do Ministério Público, órgão, o qual resolveu acolher e ouvir as pessoas que, por ventura sofrerem algum tipo de intolerância nesse contexto. Assim, a autora vê o MP, como um guardião da cidadania.

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segunda-feira, 29 de abril de 2019

Um apontamento sobre as religiões e os direitos humanos fundamentais


      
A ilustração mostra um judeu, um budista, uma cristã e um árabe. Fonte: Conexão 2.0

Por Mileide Moreira da Silva

     
      O autor traz nesse artigo, alguns apontamentos os quais contribuem com fundamentos correspondentes aos direitos humanos em relação à diversidade religiosa, fazendo retrospectiva histórica de acontecimentos, que, serviram como contribuição para a elaboração e, a construção dos direitos humanos fundamentais. Entre esses acontecimentos, destaca a importância de contribuições dadas pelas religiões.
.
     Durante o processo contínuo de construção dos direitos fundamentais, pressupõe-se, que, universalmente, é válido, e, que, poderemos, chegar à conclusão que qualquer pessoa é detentora desses direitos. Assim, os fundamentos, colaboram com os direitos humanos universais, os quais, por sua vez, são abrangentes a todos.

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quarta-feira, 24 de abril de 2019

Os direitos humanos e a diversidade religiosa




Descrição para cegos: Foto da cintura para cima do entrevistado Nivaldo Pires, o qual sorri. Foto: Mileide Moreira da Silva


Por Mileide Moreira da Silva



      Nivaldo Pires Carneiro da Cunha Sales, nasceu e viveu na cidade de Bayeux até os oito anos de idade. Aos nove anos, mudou-se para a cidade de João Pessoa, Capital do Estado, onde continua residindo. Adotado ainda recém-nascido, conviveu no contexto religioso de matriz africana até a sua adolescência, quando a partir dos 15 anos decidiu fazer parte da religião católica, na qual permanece até hoje, embora não se esquecendo de suas origens. É Bacharel em Relações Internacionais, pós-graduado em Gestão de Pessoas e Psicologia Organizacional, além de ser Analista Comportamental Coaching. Atualmente trabalha no setor de Recursos Humanos da Secretaria de Agricultura do Estado da Paraíba.

      Quando questionado quanto à motivação da mudança de religião, Nivaldo colocou acontecimentos marcantes entre a sua infância e a adolescência, que foram decisivos para que isso acontecesse. Perdeu o pai aos oito anos de idade e a mãe aos nove, tendo sido acolhido pelas irmãs. A partir desse momento, passou a frequentar a igreja católica. Aos 18 anos, fez um teste vocacional e decidiu ir para o seminário, a fim de estudar para ser padre. Em sua mente de adolescente, tinha o sonho de ajudar as pessoas, e, quem sabe, o mundo. “Na minha cabeça infantil de adolescente, de jovem, acreditava que existia o mal e o bem, e, eu resolvi me juntar às pessoas do bem pra fazer o bem...”.

      Alguns pontos foram destacados por ele no que diz respeito aos dois contextos religiosos, sendo que o primeiro que lhe chamou a atenção, foi o discurso proposto pela religião cristã, a partir do momento em que ouviu dizer que quem fosse pra igreja, seria salvo por Deus; quando na oportunidade de estudar dentro do catolicismo, observou que, o que facilita sua expansão, são os registros documentais, o acesso aos veículos de comunicação como o rádio e a TV. Enquanto que, nas religiões de matriz africana, uma das dificuldades de sua expansão, se dá justamente pela falta desses registros, da conquista desses espaços dentro do meio comunicacional. A sua divulgação acontece em grupos isolados, entre os familiares de forma oral, e assim os dogmas e costumes vão sendo transmitidos. A religião, para ele, foi um refúgio, pois lembra que por ter perdido os pais muito cedo, estava passando por momentos difíceis. Outro fator destacado corresponde às questões econômicas, pois, as religiões de matriz africana por ainda enfrentarem muitos preconceitos, são desfavorecidas, ao mesmo tempo em que as consideradas cristãs, são bem vistas por parte significativa da sociedade, diante do discurso salvacionista que é propagado.

       O entrevistado, ao falar sobre as religiões de matriz africana, assim afirmou:“uma característica que me chama para a religião de matriz africana, que me chama para ela, é, que me diz que, ela, representa, verdadeiro reino do céu, onde, Olorum, que quer dizer, senhor do céu, universo; e, que, acolhe todo  mundo, isso, nos rituais, nas gírias, nas festas dos orixás, todos podem participar. Enquanto que, na religião cristã, existem alguns dogmas, os quais, limitam de acordo com regras criadas dentro das instituições”.

      Contudo, não tem como falar sobre a diversidade religiosa e não trazer outras diversidades as quais as religiões estão associadas, por que sempre estarão atreladas de alguma forma. Eis alguns aspectos do tema, de acordo com o ponto de vista de Nivaldo Pires, o qual, inclusive, já atuou como coordenador de igualdade racial no estado da Paraíba.


terça-feira, 23 de abril de 2019

Exposição retrata terreiros de candomblé pernambucanos

Autoria da Imagem: Léo Malafaia/Folha de Pernambuco
Descrição para cegos: A imagem registra uma sequência de três
obras da exposição. Nelas um fiel do candomblé veste trajes típicos como se
estivesse se preparando para um ritual.


       A exposição "Agô" que na língua iorubá significa "com licença" retrata o respeito e as belezas do candomblé. Com cerca de 40 fotografias e vídeos, a fotógrafa Roberta Guimarães leva até o Museu do Estado de Pernambuco, uma exposição que reverencia um pouco dos terreiros da região. O trabalho foi realizado durante três anos de pesquisa e conta com registros de 14 terreiros. "A minha visão do processo foi mais estética, quis mostrar que os terreiros são um espaço de culto e de cultura, mas tudo foi feito com muito respeito e senti uma enorme receptividade ao meu trabalho", relata a artista. Clique aqui e confira algumas imagens e detalhes da exposição.

(João Paulo Martins)

sábado, 20 de abril de 2019

Uma vitória fundamental no STF: o povo de santo contra o racismo


A imagem mostra uma pessoa com vestimentas brancas beijando outra pessoa- que também está usando branco- na testa
foto: Justificando

Por Mileide Moreira da Silva


      O artigo traz a vitória pelas religiões de matriz africana, no Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 28 de março, quanto à constitucionalidade do sacrifício de animais. No texto, reflexões sobre o termo sacrifício são colocadas com o objetivo de incentivar o respeito à diversidade religiosa, de acordo com a liturgia afro-brasileira. Nesse caso, vale ressaltar que, as religiões de matriz africana sofrem preconceito e discriminação. Diante disso, essa conquista, no STF é considerada um avanço dentro do contexto da diversidade religiosa.
Para acessar a matéria completa clique aqui


quarta-feira, 17 de abril de 2019

Ensaio gestacional retrata amor dos pais pela maternidade e umbanda

Casal realiza ensaio gestacional e une a paixão pela geração de uma nova vida com suas relações com a umbanda.

Disponível em: Mike Will Fotografia
Descrição para cegos: A imagem destaca o casal abraçado. Portando vestes típicas da

umbanda, os dois apresentam semblante de alegria.

Por João Paulo Martins



       Expressar pertencimento é permitido a todas as representações religiosas, e com a  umbanda não seria diferente. O casal Natasha e Gabriel são praticantes da  umbanda e se sentem representados pelas ancestralidades que os acolhem. Com um bebê a caminho, os dois resolveram registrar esse momento da melhor forma possível.


       A preparação para receber uma criança já começa meses antes do nascimento, e quando pensamos em eternizar esses momentos de nossas vidas logo vem na cabeça o registro em imagens. Foi isso que o casal fez, com a chegada da gravidez do primogênito do casal, em conjunto com o fotógrafo, Mike Will, eles idealizaram um ensaio que representou suas identidades como pais e fiéis.


Resistência em forma de arte

       Expressar suas paixões através da arte em um ensaio fotográfico demonstra uma forma de resistência perante as represálias sofridas pelos praticantes das religiões de descendência africana no Brasil. De acordo com levantamento realizado pelo então Ministério dos Direitos Humanos, entre janeiro de 2015 e o primeiro semestre de 2017, o Brasil registrou uma denúncia de intolerância religiosa a cada 15 horas. O Disque 100, canal que reúne essas denúncias, recebeu quase 1.500 reclamações no período.


       Em meio a uma celebração de amor, entre batuques, movimentos de dança e simbolismos da umbanda, os pais compartilham de um momento de representatividade. Confira a seguir mais algumas imagens do ensaio:

Disponível em: Mike Will Fotografia
Descrição para cegos:

Pai toca batuque próximo à barriga da mãe gestante, enquanto ela 

acaricia a mesma observando alegre o momento.




Disponível em: Mike Will Fotografia
Descrição para cegos: 

Na imagem é retratado um momento de dança, o pai toca percussão 

enquanto observa a gestante dançando e movimentando longa saia.







Disponível em: Mike Will Fotografia
Descrição para cegos:
Em meio a um ambiente claro e repleto de imagens e símbolos, os 
dois juntos observam e acariciam a barriga da mãe.


Disponível em: Mike Will Fotografia
Descrição para cegos:  Natasha é fotografada de cima, sentada ao chão e com o olhar voltado para a câmera a imagem retrata as cores vivas da vestimenta e a alegria da gestante.

Disponível em: Mike Will Fotografia
Descrição para cegos:
Em pé em um ambiente verde cheio de vegetação, a mãe usa em sua 
cabeça um adê (paramento como uma coroa) com franjas de pérolas.

terça-feira, 16 de abril de 2019

Jornalista aborda outras faces da intolerância religiosa

Crédito da foto: Reprodução da Internet
Descrição para cegos: Na imagem encontra-se duplicada lado a lado a arte gráfica que
representa a festividade religiosa dedica a um orixá. Em texto acima, provoca-se que o
leitor encontre o erro nas alterações feitas pela prefeitura da cidade, que substituiu o
nome de Yemanjá.


  

         O coordenador-geral do Coletivo de Entidades Negras (CEN) e jornalista, Yuri Silva, comentou, em matéria, ao Portal Jornalistas Livres, sobre a atitude da Prefeitura de Salvador, em retirar o nome de Yemanjá, da tradicional festividade religiosa que ocorre anualmente, no dia 02 de fevereiro. O jornalista fala sobre as diversas faces da intolerância religiosa e, aborda a perseguição histórica a qual as religiões de matriz africana e o povo negro vêm sofrendo. A opinião nos serve para compreender um pouco mais sobre as dimensões do preconceito. Confira o texto completo aqui.
(João Paulo Martins)

sábado, 13 de abril de 2019

A garantia de liberdade religiosa diante do discurso do ódio

Descrição para cegos: A imagem trata de uma campanha do Senado Federal, pelo respeito à liberdade religiosa e mostra duas mãos fazendo símbolo de oração. O texto da imagem informa que quem for vítima de injúria religiosa pode denunciar no Disque 100. Foto: Senado Federal

                                                            Por Mileide Moreira da Silva           


       O artigo do site Jus Brasil relata sobre a ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF) ajuizado para o site de busca, Google Brasil, para que fossem retirados imediatamente os conteúdos que alimentam a intolerância religiosa, como vídeos e textos, imediatamente da rede mundial de computadores. A esta ação, cabe à competência favorável do respeito à diversidade religiosa, no país. Caso contrário, qual é mesmo o significado da palavra liberdade? E no que diz respeito ao direito de escolha, quais são as garantias do seu pleno exercício?

Confira o artigo completo clicando aqui

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Reportagem relembra história de resistência do maior santuário de umbanda do Brasil

Descrição para cegos: A imagem é uma fotografia do pai de santo Ronaldo Linares, idealizador do santuário. Como uma das mãos apoiada no queixo, o senhor de cabelos brancos estampa na face leve sorriso e semblante de calmo.



        O Portal Vice visitou um dos maiores espaços dedicados à celebração e cultura da umbanda no Brasil. Localizado em São José dos Campos, o santuário comemora a resistência em manter suas portas abertas e relembra tempos difíceis.  A reportagem costura um pouca da história do pai de santo Ronaldo, sua religião e a alegria de seu povo. Além disso, contempla registros fotográficos que nos levam a conhecer mais sobre a cultura da umbanda, desmistificando aspectos sombrios a qual geralmente é associada. Clique aqui e confira a reportagem completa.


quarta-feira, 10 de abril de 2019

Especialista defende “distância respeitosa” entre religiões e governos para promover diversidade


    
Foto : ONU Brasil

Descrição para cegos: Imagem comemorativa dos 70 anos da declaração universal dos direitos humanos, na qual o número 70 está em destaque”, seguido pela hashtag #ApoieOsDireitosHumanos

Por Mileide Moreira da Silva

   O relator especial das Nações Unidas sobre liberdade de crença e religião, Ahmed Shaheed, defende uma distância respeitosa entre religiões e governos para promover a diversidade. Ainda vemos sendo exercitado, de forma intensa, a intolerância e a falta de respeito entre religiões e liberdade de crença.

   A Organização das Nações Unidas (ONU) comemorou em dezembro de 2018 as 7 décadas da criação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, embora não tenhamos alcançado a tolerância entre religiões e povos, muito ainda precisa ser feito.

Para conferir a matéria completa clique aqui

terça-feira, 9 de abril de 2019

Muçulmanos moradores de periferia da grande São Paulo relatam repressões

Créditos: Tom Freitas/ Brasil de Fato 
Descrição para cegos: Na imagem há dois homens caminhando por uma rua de terra batida de uma favela. Um deles é mais jovem, e porta vestes brancas tradicionais do islã.


A reportagem do portal Brasil de Fato foi até a favela Cultura Física, localizada na periferia de Embu das Artes, na grande São Paulo, para ouvir os relatos de medo e repressões sofridas por membros de uma mesquita localizada na comunidade. Da perspectiva dos fiéis, a matéria mostra como a massiva associação entre o terrorismo e a comunidade islâmica atinge essas pessoas, assim como exibe um apanhado sobre a última campanha eleitoral no Brasil e sua participação nesse processo. Segundo dados da Associação Nacional de Entidades Islâmicas há no Brasil cerca de um milhão e meio de muçulmanos. Confira a reportagem completa aqui.
(João Paulo Martins)

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Diversidade Religiosa e Direitos Humanos na Declaração Universal

Descrição para cegos: Uma charge com dois personagens. Da esquerda
para a direita, a representação de um padre e um pastor. O padre com a mão
esquerda levantada e o pastor com uma bíblia, também em sua mão esquerda.
O símbolo que representa o cristianismo, a cruz, na roupa do padre e na bíblia do
pastor. A expressão facial de ambos demonstra raiva um contra o outro.

Arte: Paulo Lopes
Por Mileide Moreira da Silva


      A Declaração Universal dos Direitos Humanos surgiu na década de 40 do século 20 após a Segunda Guerra Mundial, com o intuito de contribuir com o direito à liberdade e a não discriminação entre povos e nações. Trazendo em seus 30 artigos abordagens no que convém o direito à liberdade, a igualdade e a fraternidade universal. No dia (10) de dezembro de 2018, esse tratado internacional completou 70 anos. No decorrer dessas décadas, o que mudou de acordo com o proposto em seu artigo 18, o qual enfatiza a liberdade religiosa?