quarta-feira, 10 de abril de 2019

Especialista defende “distância respeitosa” entre religiões e governos para promover diversidade


    
Foto : ONU Brasil

Descrição para cegos: Imagem comemorativa dos 70 anos da declaração universal dos direitos humanos, na qual o número 70 está em destaque”, seguido pela hashtag #ApoieOsDireitosHumanos

Por Mileide Moreira da Silva

   O relator especial das Nações Unidas sobre liberdade de crença e religião, Ahmed Shaheed, defende uma distância respeitosa entre religiões e governos para promover a diversidade. Ainda vemos sendo exercitado, de forma intensa, a intolerância e a falta de respeito entre religiões e liberdade de crença.

   A Organização das Nações Unidas (ONU) comemorou em dezembro de 2018 as 7 décadas da criação da Declaração Universal dos Direitos Humanos, embora não tenhamos alcançado a tolerância entre religiões e povos, muito ainda precisa ser feito.

Para conferir a matéria completa clique aqui

terça-feira, 9 de abril de 2019

Muçulmanos moradores de periferia da grande São Paulo relatam repressões

Créditos: Tom Freitas/ Brasil de Fato 
Descrição para cegos: Na imagem há dois homens caminhando por uma rua de terra batida de uma favela. Um deles é mais jovem, e porta vestes brancas tradicionais do islã.


A reportagem do portal Brasil de Fato foi até a favela Cultura Física, localizada na periferia de Embu das Artes, na grande São Paulo, para ouvir os relatos de medo e repressões sofridas por membros de uma mesquita localizada na comunidade. Da perspectiva dos fiéis, a matéria mostra como a massiva associação entre o terrorismo e a comunidade islâmica atinge essas pessoas, assim como exibe um apanhado sobre a última campanha eleitoral no Brasil e sua participação nesse processo. Segundo dados da Associação Nacional de Entidades Islâmicas há no Brasil cerca de um milhão e meio de muçulmanos. Confira a reportagem completa aqui.
(João Paulo Martins)

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Diversidade Religiosa e Direitos Humanos na Declaração Universal

Descrição para cegos: Uma charge com dois personagens. Da esquerda
para a direita, a representação de um padre e um pastor. O padre com a mão
esquerda levantada e o pastor com uma bíblia, também em sua mão esquerda.
O símbolo que representa o cristianismo, a cruz, na roupa do padre e na bíblia do
pastor. A expressão facial de ambos demonstra raiva um contra o outro.

Arte: Paulo Lopes
Por Mileide Moreira da Silva


      A Declaração Universal dos Direitos Humanos surgiu na década de 40 do século 20 após a Segunda Guerra Mundial, com o intuito de contribuir com o direito à liberdade e a não discriminação entre povos e nações. Trazendo em seus 30 artigos abordagens no que convém o direito à liberdade, a igualdade e a fraternidade universal. No dia (10) de dezembro de 2018, esse tratado internacional completou 70 anos. No decorrer dessas décadas, o que mudou de acordo com o proposto em seu artigo 18, o qual enfatiza a liberdade religiosa?

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Denúncias de ataques a religiões de matrizes africanas crescem no Brasil


Por João Paulo Martins

       Através de dados obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação, o site O Globo fez um apanhado sobre o crescimento do número de ataques a religiões de matrizes africanas no Brasil. Segundo informações obtidas do Disque 100, canal de denúncias de discriminação e violação de direitos, apesar da diminuição das denúncias de cunho religioso estar em declínio, há um aumento significativo nas queixas relacionadas às religiões de origens africanas. A pesquisadora Sônia Giacomini, em entrevista ao portal, indicou que na última campanha eleitoral no Brasil esses ataques tiveram “uma expressão muito evidente”. Confira a matéria completa aqui.
Créditos: Custódio Coimbra/ Agência O Globo
Descrição para cegos: Na imagem há um homem no centro de uma roda de fiéis, vestidos de branco celebram juntos ao som de percussão de tambores.

domingo, 31 de março de 2019

"Vamos acabar com esse monte de macumbeiros"


Por João Paulo Martins


Início de janeiro, ainda absorvendo o resultado das últimas eleições o brasileiro segue seu ritmo. Mais um ano iniciando, metas, perspectivas de futuro e planos se fazem presentes no cotidiano, enquanto a realidade dura - para a grande maioria - segue firme.  Anoitece na cidade de Camaçari, quarta cidade mais populosa do estado da Bahia, conhecida como Cidade Industrial, por concentrar grande parte das indústrias daquela região. O  terreiro Ilê Axé Ojisé Olodumare abre suas portas, que recebe ali em todos os fins de semana quem deseja celebrar o candomblé.
Casa cheia (casa, substantivo feminino que pode designar o lar de uma família), cerca de 150 pessoas estão reunidas, a celebração a Oxalá segue normalmente.  Rychelmy Imbiriba, Babalorixá, percebe uma movimentação incomum. O espaço naquele momento estava sendo invadido, sete homens encapuzados, de forma agressiva, interrompem a festividade. O terror se instala, sem saber o que estava acontecendo, alguns correm e tentam fugir daquela situação. Dois dos sete homens estavam empunhavam armas de fogo, mas todos portavam o ódio, artigo potencialmente destrutivo.


Descrição para cegos: Na imagem há cerca de sete integrantes do terreiro, três dele sentados em tronos e os outros dispostos ao chão. Todos apresentam em seus semblantes um aspecto de tristeza. Foto: Foto de arquivo pessoal/ Terreiro Ilê Axé Ojisé Olodumare

Tudo foi revirado, pertences foram roubados, e até então, se ignorarmos a forma como tudo aconteceu, aquilo se passa como um assalto comum. O pai de santo da casa, Rychelmy, que foi agredido na face ao tentar acalmar a situação, fez questão de ressaltar que a todo o momento os xingamentos foram a principal forma de agressão. Entre aspas, a frase título deste texto, foi apenas uma das várias agressões realizadas pelo grupo, todas elas sempre de cunho discriminatório direcionada a prática religiosa daquelas pessoas. Ainda há quem diga que foi apenas um crime comum.
Para contextualizar um pouco e finalizar, vou trazer algumas informações que considero importantes: o Ministério Público da Bahia (MP-BA) divulgou informações acerca dos números de denúncias de intolerância religiosa.
Esses números divulgados ressaltam o aumento acentuado destes casos. Em 2019, com números contabilizados apenas até o dia 23 de janeiro, o percentual médio de denúncias apresentou um número duas vezes maior que todo o período de janeiro do ano passado. As denúncias vêm ascendendo significativamente, se comparado aos números apresentados em 2017 é ainda mais alarmante, há um crescimento de mais duzentos por cento.



Os dados são mais que preocupantes, alertam para uma tendência que vem causando medo e riscos para esse povo, que apesar de estarem travando uma luta secular por liberdade ainda resistem fortemente. É sangue, suor e fé.

Com informações dos portais iBahia, Mundo Negro e Ministério Público da Bahia.



sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Candomblé não será tema de aula na escola


Descrição para cegos: foto de 4 mãos segurando objetos religiosos. Uma segura um menino Jesus; a que está próxima segura um Buda; a terceira segura um Menorá, candelabro símbolo judeu; e a quarta segura um subha, peça feita de contas usada nas orações dos mulçumanos.

Por Élida Almeida

Ir à escola, nos últimos meses, estava sendo um desafio para Diego, depois de assumir para seus colegas que a sua religião era o Candomblé. Há alguns meses, tudo mudou, ele passou a ouvir comentários nos corredores e até na sala de aula, por professores que usavam blusas com crucifixos enormes com dizeres de que devemos amar ao próximo. “Mas que tipo de pessoas são essas?” Pensava Diego.
Certo dia, um colega de Diego estava discutindo com ele sobre as religiões que existem no Brasil. Em um momento de fúria, o colega de classe levantou o dedo e o apontando para o menino, disse: “Candomblé é do demônio!” Diego não entendeu essa colocação de seu colega, afinal, no Candomblé não se acredita em demônios.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Uma simples questão: O que é Deus?

Descrição para cegos: cartaz do filme. Nele, um conjunto de fotos de pessoas de diversas partes do mundo forma uma interrogação. O ponto de baixo da interrogação é substituído pelo globo terrestre.

Élida Almeida

Oh My God (Meu Deus, título em português), é um documentário lançado em 2009 pelo cineasta australiano Peter Rodger. Ele percorreu diversas parte do mundo para perguntar a pessoas das mais diferentes culturas, idades e religiões (ou não) “O que é Deus? ”.
O documentário tem 98 minutos e é espantoso como Peter conseguiu apresentar uma variação de religiões, rituais e questões tabu em um curto espaço de tempo. O sacrifício de animais em cultos religiosos, a questão do território da cidade de Jerusalém, a intolerância religiosa para com outras religiões, a violência e o preconceito como consequência, as tragédias da vida, como doença e desastres naturais e mesmo a dúvida sobre a existência de Deus são aspectos abordados nesse documentário.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Você já ouviu falar do MyStealthyFreedom?

Descrição para cegos: ilustração em estilo cartoonde mulher muçulmana sorrindo ao jogar seu hijab para o alto, acima de sua cabeça está escrita a palavra ‘freedom’

       Por Denis Teixeira  

        Desde a revolução de 1979, um novo código de vestimenta foi estabelecido no Irã: todas as mulheres muçulmanas devem utilizar o hijab em locais públicos e a quebra desta conduta acarreta numa série de punições.
         Se você procurar por hijab no Google, vai ver que o termo tem origem na palavra árabe “hajaba”, que significa esconder, se ocultar dos olhares, estabelecer distância. Enquanto MyStealthyFreedom, do inglês, pode significar “Minha liberdade secreta” ou “Minha liberdade escondida”.
Mas, afinal, como essas coisas podem estar relacionadas?
       

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Contra a discriminação do hijab

Descrição para cegos: captura de tela do vídeo do depoimento de Charlyane Silva de Souza. Mostra, à esquerda, Charlyane usando o hijab e, à direita, o letreiro “Xenofobia: um crime silenciado” e, um pouco abaixo, seu nome.
As mulheres muçulmanas enfrentam, diariamente, atos de discriminação em países do Ocidente relacionados às vestes tradicionais islâmicas. O HuffPost Brasil apresenta uma reportagem com Charlyane Silva de Souza, brasileira que sofreu preconceito durante a realização de um exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) por utilizar o hijab, véu tradicional muçulmano. Além desta, a matéria aborda outras situações de intolerância vivenciadas no país, que se tornam cada vez mais frequentes. Charlyane hoje faz parte da Comissão Especial de Direito e Liberdade Religiosa da própria OAB. Clique aqui para ler a matéria na íntegra. (Júlia Xavier)

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Encontro abordou a influência midiática nas identidades religiosas


Descrição para cegos: foto do professor Júlio César falando em um microfone durante a sua palestra.

Nas palestras, foi demonstrado que, desde a antiguidade, o texto escrito e as histórias transmitidas por gerações influenciavam nas identidades. Hoje, a diversidade de mídias tornou o processo mais eficiente. O evento ocorreu no dia 27 de outubro, no Centro de Comunicação, Turismo e Artes da UFPB. A palestra principal foi ministrada pelo professor Júlio César Adam, da Faculdade Superior de Teologia no Rio Grande do Sul, doutor em Teologia pela Universidade de Hamburgo, na Alemanha. O repórter Robson Martins entrevistou o professor Júlio César para o Espaço Experimental, programa produzido pela Oficina de Radiojornalismo do Curso de Jornalismo da UFPB que vai ao ar todos os sábados nos 1.110 KHz da Rádio Tabajara AM. (Élida Almeida)

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Lutero e as 95 teses que completam 500 anos

Descrição para cegos: imagem do vídeo mostrando Martin Lutero no lado esquerdo e uma ilustração do documento que continha 95 teses do movimento.

No dia 31 de outubro, a reforma protestante completou 500 anos de existência. O canal Nerdologia, do YouTube, que apresenta conteúdos sobre biologia e história, disponibiliza um vídeo apresentando todo o contexto histórico e os conflitos enfrentados no início do movimento liderado por Martinho Lutero. 500 anos da Reforma Protestante, é narrado pelo autor, o historiador Filipe Figueiredo, e com o auxílio de animações conta este episódio e o surgimento de uma das religiões com maior número de praticantes do mundo. Para conferir o vídeo clique aqui. (Élida Almeida)

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Ódio religioso em comunidade do Rio de Janeiro

Descrição para cegos: imagem obtida do vídeo mostra yalorixá, de costas, destruindo imagens de seu terreiro. O piso está coberto de pedaços das estatuetas.
Por Denis Teixeira

Há algumas semanas, foi divulgado no Facebook um vídeo em que se via uma yalorixá, sob a mira de uma arma, sendo obrigada a destruir o próprio templo e suas imagens sagradas de culto ao candomblé. O caso, ocorrido em uma comunidade de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, foi gravado e divulgado pelos próprios criminosos, autodenominados “traficantes gospel”.
        No vídeo, os traficantes, sete homens armados, ameaçam a yalorixá:“Quebra tudo, quebra tudo! Apaga as velas, porque o sangue de Jesus tem poder! Arrebenta as guias todas! Todo o mal tem que ser desfeito, em nome de Jesus! [...]” - ordenam eles.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Budismo: religião ou filosofia de vida?

Descrição para cegos: captura de tela do vídeo mostra o Lama Michel Rinpoche usando vestes tradicionais budistas, e ao fundo, desfocado, o interior de um templo.


Muito se questiona a respeito da denominação do Budismo como religião. O canal do YouTube NgalSo Ganden Nyengyu, no qual mestres budistas abordam com clareza temas voltados para o universo dos ensinamentos de Buda, esclarece a pergunta “O Budismo é uma religião? ” com o Lama Michel Rinpoche discutindo a prática do budismo como filosofia de vida. Lama Michel atualmente orienta o Centro de Dharma da Paz, localizado em São Paulo. Assista ao vídeo completo aqui. (Júlia Xavier)

terça-feira, 13 de junho de 2017

Invasão à FPF teve intolerância racial e religiosa.




Descrição para cegos: senhora cercada por homens carrega a imagem de Nossa Senhora Aparecida e encara a imagem com olhar pouco amistoso.

A Federação Paraibana de Futebol está sendo palco de uma disputa acirrada entre o seu presidente e o vice. Até agora já houve troca de comando, liminar, arrombamento e bate boca. Porém, nada chamou mais a atenção do que uma atitude que conseguiu tabelar racismo com intolerância religiosa. A cena foi protagonizada por uma senhora que acompanhava o vice-presidente na tentativa de assumir a titularidade. O site Globo Esporte Paraíba estampou a contenda e não deixou nenhum ato de intolerância varrido para debaixo do tapetão. Acompanhe a matéria completa aqui. (Marcelo Piancó)