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domingo, 31 de março de 2019

"Vamos acabar com esse monte de macumbeiros"


Por João Paulo Martins


Início de janeiro, ainda absorvendo o resultado das últimas eleições o brasileiro segue seu ritmo. Mais um ano iniciando, metas, perspectivas de futuro e planos se fazem presentes no cotidiano, enquanto a realidade dura - para a grande maioria - segue firme.  Anoitece na cidade de Camaçari, quarta cidade mais populosa do estado da Bahia, conhecida como Cidade Industrial, por concentrar grande parte das indústrias daquela região. O  terreiro Ilê Axé Ojisé Olodumare abre suas portas, que recebe ali em todos os fins de semana quem deseja celebrar o candomblé.
Casa cheia (casa, substantivo feminino que pode designar o lar de uma família), cerca de 150 pessoas estão reunidas, a celebração a Oxalá segue normalmente.  Rychelmy Imbiriba, Babalorixá, percebe uma movimentação incomum. O espaço naquele momento estava sendo invadido, sete homens encapuzados, de forma agressiva, interrompem a festividade. O terror se instala, sem saber o que estava acontecendo, alguns correm e tentam fugir daquela situação. Dois dos sete homens estavam empunhavam armas de fogo, mas todos portavam o ódio, artigo potencialmente destrutivo.


Descrição para cegos: Na imagem há cerca de sete integrantes do terreiro, três dele sentados em tronos e os outros dispostos ao chão. Todos apresentam em seus semblantes um aspecto de tristeza. Foto: Foto de arquivo pessoal/ Terreiro Ilê Axé Ojisé Olodumare

Tudo foi revirado, pertences foram roubados, e até então, se ignorarmos a forma como tudo aconteceu, aquilo se passa como um assalto comum. O pai de santo da casa, Rychelmy, que foi agredido na face ao tentar acalmar a situação, fez questão de ressaltar que a todo o momento os xingamentos foram a principal forma de agressão. Entre aspas, a frase título deste texto, foi apenas uma das várias agressões realizadas pelo grupo, todas elas sempre de cunho discriminatório direcionada a prática religiosa daquelas pessoas. Ainda há quem diga que foi apenas um crime comum.
Para contextualizar um pouco e finalizar, vou trazer algumas informações que considero importantes: o Ministério Público da Bahia (MP-BA) divulgou informações acerca dos números de denúncias de intolerância religiosa.
Esses números divulgados ressaltam o aumento acentuado destes casos. Em 2019, com números contabilizados apenas até o dia 23 de janeiro, o percentual médio de denúncias apresentou um número duas vezes maior que todo o período de janeiro do ano passado. As denúncias vêm ascendendo significativamente, se comparado aos números apresentados em 2017 é ainda mais alarmante, há um crescimento de mais duzentos por cento.



Os dados são mais que preocupantes, alertam para uma tendência que vem causando medo e riscos para esse povo, que apesar de estarem travando uma luta secular por liberdade ainda resistem fortemente. É sangue, suor e fé.

Com informações dos portais iBahia, Mundo Negro e Ministério Público da Bahia.



segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Não em meu nome - o movimento que prega a paz


Por Daniela Paixão

Circula na internet um movimento chamado “Not in my name” (Não em meu nome), que prega a paz entre judeus e muçulmanos. O movimento é uma resposta dos mulçumanos ao Estado Islâmico.
A campanha já se espalhou para vários países, liderada pela Fundação Activo Mudança (Active Change Foundation), que tem como objetivo contrariar a presença de extremismo nas mídias sociais.