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| Descrição para cegos: pegadas na areia de uma praia são interrompidas pelas ondas e por resquícios de uma falésia. |
Por Marcelo Piancó
Deus está em todo lugar. Quem crê, acredita também nessa sentença. Tem crente que acha que sim, tem gente que pensa que não, mas como se tem pregado, no sagrado templo do senso comum, não se deve discutir religião. Então vamos só analisar quem compartilha o nome do Senhor em vão. Aqui é preciso também dividir a humanidade em duas eras, A.C. e D.C., antes e depois do chat.
Lá atrás, na era pré-orkutiana, quando ainda não havia fadas, borboletas e
efeito glíter, as mensagens religiosas nos eram enviadas em papel e pelo
correio - lembram-se deles?! Pois bem, além do meio e da forma, uma das
características mais louváveis dessa prática, era a periodicidade sazonal da
divulgação da palavra, só para usar uma expressão neopentecostal. Também havia
os lugares propícios para a distribuição presencial, como arredores de templos,
escolas cristãs e o ecumênico transporte coletivo. Mas mesmo assim a gente se
sentia abordado, como um navio tripulado por uma alma mercante pronta para se
subjulgar à mensagem divina.
